Apesar das chuvas, plantio da soja chega a 30% na região de Tupanciretã (RS)

Publicado em 03/11/2015 09:27
Apesar das chuvas, plantio da soja chega a 30% na região de Tupanciretã (RS). Previsão de chuvas e temperaturas mais amenas para janeiro e fevereiro podem favorecer a incidência da ferrugem nas lavouras. Custos de produção estão mais altos nesta temporada. No trigo, perdas são expressivas devido à geada registrada no dia 12 de setembro.

O plantio de soja na região de Tupanciretã (RS) chegou a 30% da área total e, mesmo com o grande volume de chuvas que atingiu o Estado, o percentual não é considerado como um atraso para a localidade.

Segundo o presidente do Clube Amigos da Terra (RS), Almir Rebelo, os produtores estão bem equipados e conseguem evoluir com o plantio mesmo com o clima chuvoso. A preocupação no momento é quanto à proliferação de doenças.

"Nós temos uma preocupação muito grande de que essa combinação de chuvas e umidade, com temperaturas baixas durante a noite, pode favorecer a incidência da ferrugem nas lavouras principalmente se tivermos temperaturas mais amenas em janeiro e fevereiro", destaca.

O presidente ressalta ainda que os produtores da região tiveram grandes prejuízos com as culturas de inverno, haja vista que nesta temporada houve a ocorrência de geada, granizo e grande volume de chuvas. Por isso garantir uma boa safra de soja é fundamental para minimizar as perdas com as culturas de inverno.

Paralelamente, os custos de produção também subiram devido à recente valorização cambial. "Os preços estão melhores, mas os produtores já sabem que essa alta do preço será consumida pelo aumento dos custos de produção, ou seja, mais um ano que o agricultor trabalhará para pagar conta", declara Rebelo.

Aliado a isso, a necessidade de aplicações maiores de fungicidas - caso a ferrugem se espalhe com mais intensidade nas lavouras - elevaria ainda mais os custos da safra 2015/16. 

Do lado dos preços, o dólar valorizado também ajudou na composição das cotações no mercado interno, e impulsionou a comercialização antecipada.

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Por:
Fernanda Custódio e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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