Com chuvas excessivas, produtores já relatam perdas na produtividade da soja em Marialva (PR)

Publicado em 15/12/2015 09:11
Região recebe chuvas há mais de 30 dias e a falta de luminosidade já afeta o desenvolvimento das plantas, que estão com porte menor. Rendimento médio das lavouras deve cair para 2,5 mil quilos por hectare. Além disso, custos de produção serão mais altos, pois agricultores terão que realizar mais aplicações para controlar as doenças. Produtores seguem preocupados com o cumprimento dos contratos fixados antecipadamente.

A mais de trinta dias a região de Marialva no Paraná sofre com o excesso de chuvas. Com o clima úmido e nublado as lavouras de soja não se desenvolvem bem e preocupa os produtores.

O presidente do sindicato rural, Lindalvo José Teixeira, conta que "a soja não está fazendo a absorção de nutrientes através da fotossíntese. O tempo encoberto é prejudicial, então certamente teremos uma redução na produtividade, sem falar na dificuldade com os tratos culturais", explica ressaltando que a situação é mais grave nas lavouras que foram plantadas primeiro.

Segundo ele, por conta da alta umidade será preciso aumentar o número das aplicações de defensivos, haja vista que nesta temporada a ferrugem asiática chegou mais cedo às lavouras no Paraná.

Ainda, com as fortes chuvas muitas áreas precisaram ser replantadas, e apresentam diferentes fases de desenvolvimento. Além disso, a ressemeadura também trará conseqüências na rentabilidade dos produtores que já está ajustada nesta safra por conta dos altos custos de produção.

"Nós temos lavouras na fase inicial de vagem, ou em florescimento, desenvolvimento vegetativos e até na fase de emergência, então todos essas fatores fará com que cheguemos no final e não tenhamos essa safra como as instituições estão prevendo", alerta Teixeira.

Com esse cenário, Teixeira estima que o rendimento deve ficar em torno de  2,5 mil kg/ha, contra os 3 mil quilos por hectare média para a região.

Comercialização

Nesta safra, com a alta do dólar os produtores aproveitaram para realizar negócios antecipados, mas com a perspectiva de quebra os produtores estão apreensivos se vão conseguir cumprir seus contratos.

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Por:
Fernanda Custódio e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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