Produtores de Jataí (GO) aguardam chuvas para iniciar o plantio da soja

Publicado em 04/10/2016 10:53 e atualizado em 04/10/2016 15:43
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Após longo período seco, solos precisam de chuvas próximas de 80 mm para reverter o nível de umidade. Por enquanto, precipitações totalizam 30 mm. Baixa disponibilidade das sementes também preocupa os produtores rurais da região. Poucos negócios foram realizados antecipadamente nesta temporada com a soja.

Em Goiás, o vazio sanitário para a soja terminou no último dia 30 de setembro. Porém, os produtores de rurais de Jataí ainda aguardam chuvas mais consistentes para iniciarem a semeadura da oleaginosa. Após um longo período seco, a perspectiva é que sejam necessários ao redor de 80 mm de chuvas para reverter o nível de umidade nos solos.

O presidente do Sindicato Rural do munícipio, Ricardo Peres, reforça que, até o momento, as chuvas acumuladas estão próximas de 30 mm na região. “Mas ainda temos previsões de chuvas para esta terça e quarta-feira na localidade. Na próxima semana também há indicativos de precipitações, porém, em volume menor. Depois desse período, as chuvas só devem retornar à cidade perto do dia 24 de outubro”, completa.

Diante dessa previsão, a orientação é que os produtores permaneçam atentos ao clima e ao plantio. Até porque, a intenção é que sejam evitados replantios, já que a baixa disponibilidade das sementes em Jataí também é uma preocupação dos agricultores, conforme ressalta a liderança sindical.

“A qualidade das sementes é uma incógnita, especialmente das caseiras, de salvamento. E também não sabemos se tem produto suficiente para um possível replantio. Por isso, a orientação é cautela, todo o cenário precisa ser analisado”, destaca Peres.

Crédito

Assim como em outras regiões do país, o presidente do sindicato também sinaliza que na região está mais difícil ter acesso ao crédito. “Temos mais burocracia, mais exigências. Entendemos que pode ser por falta de verba, mas esse crédito limitado também é um gargalo aos produtores”, acredita.

Paralelamente, os custos de produção estão mais altos nesta temporada. “Em meio a esse quadro, os produtores devem ter paciência e negociar o produto aos poucos, sem se precipitar. Até o momento, poucos contratos antecipados foram realizados devido aos prejuízos deixados recentemente com as fixações no milho safrinha. Muitos produtores venderam com valor R$ 25,00 a saca e depois o preço chegou a R$ 40,00 no mercado disponível. Então o produtor está mais cauteloso nessa safra e segue focado no plantio”, finaliza Peres.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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