Com chuvas, plantio da soja chega a 30% em Nova Ubiratã (MT)

Publicado em 11/10/2016 10:36 e atualizado em 11/10/2016 13:50
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Em relação ao mesmo período do ano passado, trabalhos nos campos estão adiantados na região. Incerteza climática ainda deixa produtores preocupados na localidade. Custos de produção estão mais altos nesta temporada. Agricultores devem estar atentos ao aparecimento da mosca branca nas lavouras. Saca futura da soja é cotada a R$ 60,00, mas poucos negócios foram feitos.

Em Mato Grosso, a semeadura da soja já está completa em 16,48% da área projetada para essa temporada, conforme último levantamento do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). Somente na região de Nova Ubiratã, o plantio da oleaginosa chega 30% e os trabalhos nos campos estão mais adiantados se comparados com o mesmo período do ano anterior.

O presidente do Sindicato Rural do município, Albino Castilho Ruiz, reforça que, o cultivo da soja começou logo após o término do vazio sanitário, no último dia 15 de setembro. “Mas o clima ainda não está regular, as chuvas não chegaram para todos os produtores. Quem recebeu a precipitação segue com a semeadura do grão”, completa.

Entretanto, o clima permanece como uma preocupação aos produtores rurais da localidade. Isso porque, as previsões climáticas indicam chuvas entre terça-feira e quarta-feira, porém, após esse período a perspectiva é que o clima se mantenha firme nos próximos 20 a 25 dias. “Caso isso se confirme, poderemos ter problemas nas áreas já plantadas e também nas que serão cultivadas mais tarde, especialmente em relação às doenças”, pondera a liderança.

E, assim como em outras regiões, os agricultores estão apreensivos com qualidade e disponibilidade de sementes. “Temos sementes com má qualidade, com 81% a 82% de germinação, muito próximo do descarte que é abaixo de 80%. Também há uma preocupação com a demora no plantio, que pode agravar essa questão”, diz Ruiz.

Já os custos de produção estão mais altos na safra 2016/17, principalmente em decorrência do aumento nos químicos. Por outro lado, o presidente do sindicato ainda sinaliza que os custos podem se elevar ainda mais devido ao aparecimento da mosca branca na região.

Comercialização antecipada

No caso das negociações, os produtores rurais também estão cautelosos. As cotações futuras recuaram e, atualmente, a saca da soja para entrega no final de janeiro/17 é cotada a R$ 60,00 na localidade. Porém, os valores já atingiram R$ 72,00 a saca.

“E o produtor não sabe quanto irá colher e também há a questão do milho safrinha. Tivemos muitos problemas com os contratos em função da quebra na safra, que ultrapassou 50%. E tivemos perdas na safra de soja do ano passado também. Então, precisamos produzir bem nesta temporada para tentar reverter os prejuízos anteriores”, destaca Ruiz.

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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