Sem chuvas regulares, plantio da soja está atrasado em Canarana (MT)

Publicado em 18/10/2016 11:21 e atualizado em 18/10/2016 15:08
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Semeadura está completa em torno de 5% da área prevista para essa temporada. Previsões climáticas só indicam o retorno das chuvas na 2ª quinzena de novembro. Caso o cenário se confirme, janela ideal de plantio da safrinha de milho pode ficar comprometida. Na soja, poucos negócios foram realizados antecipadamente na localidade.

Em meio às chuvas irregulares, o plantio da soja está atrasado na região de Canarana (MT) se comparado com o mesmo período do ano anterior. Até o momento, pouco mais de 5% da área foi semeada com o grão, especialmente em áreas com palhada. Em todo o estado, o cultivo da oleaginosa já atinge 31,4% da área, equivalente a 1,4 milhão de hectares, conforme levantamento realizado pelo Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária).

“Os produtores rurais estão cautelosos, ninguém quer arriscar, pois registramos mais uma semana de sol intenso na região. As chuvas continuam localizadas e em muitas propriedades não há umidade no solo suficiente para o plantio do grão”, explica o presidente do Sindicato Rural do município, Arlindo Cancian.

E, por enquanto, as previsões climáticas só indicam chuvas mais regulares na localidade a partir da segunda quinzena de novembro. Caso o cenário se confirme, a janela ideal de plantio do milho safrinha poderá ser comprometida. E mesmo que as chuvas se estendam até abril de 2017, há várias preocupações com os financiamentos bancários, janela de plantio e seguro, conforme reforça a liderança sindical.

“Além disso, os custos de produção estão mais altos nesta temporada e há uma preocupação com a disponibilidade e qualidade das sementes. Por isso, a orientação é que os produtores tenham cautela e fiquem atentos à umidade no solo para evitar perdas”, alerta Cancian.

Negócios antecipados

Para essa temporada, os produtores rurais fecharam alguns negócios com a soja. “Porém, os produtores estão receosos. No ano passado, tivemos muitas vendas e mais adiante não tivemos produtividade”, finaliza o presidente do sindicato.

Por Fernanda Custódio
Fonte Notícias Agrícolas

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