Chuvas retornam à região de Marechal Cândido Rondon (PR) e recuperam potencial produtivo da soja

Publicado em 06/01/2017 09:35 e atualizado em 06/01/2017 16:04
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Lavouras enfrentaram 15 dias de estiagem na região. Projeção é que sejam colhidas 150 sacas de soja por alqueire nesta temporada. Negócios antecipados foram realizados entre R$ 70 até R$ 80 a saca. No milho, preocupação é com os custos elevados das sementes para a próxima safrinha. No caso do trigo, preços recuaram e saca é cotada a R$ 32,00.
Confira a entrevista de Valdemar Eduardo Kaiser - Presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon - PR

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Chuvas retornam à região de Marechal Cândido Rondon (PR) e recuperam potencial produtivo da soja

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Após 15 dias de estiagem, as chuvas retornaram à região de Marechal Cândido Rondon (PR) essa semana e contribuem para a recuperação no potencial produtivo das lavouras de soja. Diante desse cenário, a perspectiva é que a produtividade média das plantações fique próxima de 150 sacas do grão por alqueire nesta temporada.

De acordo com o último boletim do Deral (Departamento de Economia Rural), em torno de 97% das lavouras de soja do estado apresentam boas condições. Cerca de 48% das plantas está em fase de frutificação, 34% em floração, 16% em desenvolvimento vegetativo e 2% em maturação.

“As plantas se recuperaram, temos algumas com colmo mais baixo, pois no momento do crescimento o clima estava seco. Mas temos muitas vagens, as lavouras estão boas na nossa região”, destaca o presidente do Sindicato Rural do município, Valdemar Eduardo Kaiser.

Em relação à sanidade das lavouras, a liderança reforça que não há problemas até esse momento. “A grande preocupação é com a ferrugem asiática, mas, por enquanto, não temos nenhum foco da doença. Os produtores continuam realizando as aplicações de fungicidas”, diz.

Comercialização da soja

Alguns produtores realizaram negociações antecipadas com valores entre R$ 70,00 até R$ 80,00 a saca. “Bons valores, pois as cotações cederam e, atualmente, a saca é cotada próxima de R$ 64,00 no mercado físico”, ressalta Kaiser.

Milho safrinha

Além disso, os produtores também estão atentos e já planejam a próxima safrinha de milho na região. A grande apreensão nesse instante é decorrente da alta registrada nos preços das sementes do grão. “Com isso, os produtores precisarão de uma boa safra para ter uma rentabilidade”, alerta o presidente do sindicato.

No mercado físico, o preço do milho recuou e a saca é negociada a R$ 29,00. E a tendência é de cotações mais baixas para a safrinha, conforme acredita a liderança. Diante desse cenário, alguns agricultores já realizaram negócios antecipados com a produção de milho.

Trigo

No caso do trigo, os preços mais baixos têm preocupados os produtores rurais. A cotação já baixou de R$ 35,00 para R$ 32,00. “É um preço que deixa no vermelho, não paga os custos de produção. Então, a situação do trigo é complicada, pois a perspectiva é que na próxima temporada os agricultores reduzam a área destinada ao grão e invistam mais na cultura do milho”, pondera Kaiser. 

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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