Chuvas continuam irregulares no Tocantins e produtores seguem atentos às lavouras de soja

Publicado em 16/01/2017 10:23 e atualizado em 16/01/2017 16:17
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Plantações estão em fase de desenvolvimento vegetativo e chuvas estão no limite. Produtividade deve ficar próxima de 55 scs/ha nesta temporada. Porém, precipitações ainda precisam se confirmar. Na faixa central e sul do estado, produtores já contabilizam perdas. Preços estão próximos de R$ 66,00 a saca para entrega em maio. Poucos negócios foram realizados antecipadamente.
Confira a entrevista de Marcílio Fernandes Marangoni - Engenheiro Agrônomo de Darcinópolis - TO

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Chuvas continuam irregulares no Tocantins e produtores seguem atentos às lavouras de soja

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Em Darcinópolis (TO), as chuvas continuam irregulares e em pequenos volumes acumulados. As precipitações estão no limite para as plantações que, nesse momento, estão em fase de desenvolvimento vegetativo. Até o momento, a previsão ainda é de uma produtividade normal, em torno de 55 sacas do grão por hectare.

“Mas não podemos ter uma interrupção das chuvas, caso contrário, teremos perdas. Até porque, entraremos na fase reprodutiva das plantas, que demanda mais água. Temos a esperança de que no final de janeiro e início de fevereiro nós tenhamos chuvas normais para a região”, destaca o engenheiro agrônomo, Marcílio Marangoni.

Algumas lavouras, especialmente as cultivadas mais cedo, ficaram ao redor de 23 dias sem chuvas no final do mês de novembro. “Não foram todos os produtores que conseguiram iniciar o plantio mais cedo, mas tivemos problemas nessas áreas com menor porte da planta, o ataque de lagarta elasmo e, alguns problemas de germinação”, ressalta o engenheiro agrônomo.

No restante do estado, o cenário é bem semelhante e os produtores aguardam uma melhora no regime de chuvas. “Mais ao centro e sul do Tocantins, já temos relatos de perdas nas lavouras, porém, ainda são casos isolados”, diz Marangoni.

Comercialização

Atualmente, a saca da soja é cotada a R$ 66,00 na localidade, para pagamento no mês de maio. Porém, poucos negócios antecipados foram realizados nesta temporada. “Nesse patamar já temos um valor ajustado aos produtores. E temos que considerar as perdas ficaram da temporada anterior”, pondera o engenheiro agrônomo.

Além disso, Marangoni ainda reforça que, os produtores também estar atentos à possibilidade de excesso de chuvas no momento da colheita. “Isso para evitar as perdas nos rendimentos das lavouras. A perspectiva é que iniciemos a colheita entre 10 a 15 de fevereiro”, completa. 

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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