Apesar de preços melhores que no ano passado para a soja em Chicago, câmbio tira competitividade brasileira

Publicado em 14/02/2017 18:06 e atualizado em 15/02/2017 12:34
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Vendas retraídas e atraso da colheita no Brasil dão sustentação aos preços da soja em Chicago. Mas cenário, com boa oferta na América do Sul, estoques americanos elevados e projeções de aumento de área plantada nos EUA, pode pressionar cotações
Confira a entrevista de Glauco Monte - Consultor de Grãos INTL FCStone

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Apesar de preços melhores que no ano passada para a soja em Chicago, câmbio tira competitividade brasileira

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2 comentários

  • Marcos Anápolis - GO

    O produtor tem que aprender que a maioria dos produtos agrícolas são commodities, e sendo assim quem dita o preço é o mercado, a lei da oferta e procura..., não adianta você querer vender seu produto na hora que está todo colhendo e querer pegar um preço bom..., ou você vende antes ou você vende depois da colheita, essa história de colocar preço no produto era quando a produção era limitada,... ou se adapta e evolui ou então está fardado a sair do mercado, simples assim!

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  • Angelo Miquelão Filho Apucarana - PR

    Meu pai sempre me dizia "o que você tem na sua tulha é seu, o que está na tulha dos outros já não é mais". Em outras palavras, acho que há muito estamos errando quando decidimos por a nossa produção nas mãos "nas tulhas" das cooperativas e semelhantes, com o argumento de que é mais cômodo, ou mais economicamente viável! No tempo do café, meu pai mantinha duas, três ou mais sacas de café nas tulhas. O nosso arroz, milho e feijão eram igualmente guardados em paióis onde alguns ratos e carunchos comiam parte deles, mas sempre sobrava, e melhor, ninguém sabia o quanto. Talvez o melhor segredo era este, e talvez ainda seja nos dias de hoje! Com as doutrinações da suposta modernidade e facilidade em guardar as nossas colheitas, veio junto a facilidade para os carunchos e ratos comerem boa parte delas, muitos mais que os ratos e carunchos da época! Tempo bom foi aquele onde os compradores vinham ao nosso sítio negociar o nosso café, o nosso milho e arroz..., nós dávamos os preço, não era o comprador que estabelecia os valores conforme sua vontade como é hoje, se quisesse levar tinha que pagar mais! Se comparado a hoje, aquele tempo é quase que inimaginável, as produções eram baixas; milho e soja produziam em torno de cinquenta por cento do que produzem agora, mas pelo fato de te-los em tulhas próprias, na hora da venda a conversa era outra, o agricultor falava mais grosso, ele tinha o completo poder sobre a sua produção, mesmo que pouca, mas era dele, era nossa. Com a suposta modernidade e outras facilidades, nós abandonamos, derrubamos as nossas velhas e boas tulhas, encantados pelo brilho dos enormes silos, entregamos muito mais que as nossas safras, entregamos nosso poder de brigar pelo melhor preço, entregamos até mesmo a nossa segurança econômica, pois a nossa nota de produtor não nos garante sequer o recebimento dos produtos entregues, não vale nada!... Precisamos impor regras, nossas regras, porque as cooperativas e revendas querem sempre garantias, querem aval, querem hipotecas, querem todas as seguranças possíveis. Mas e quanto à nossa segurança? Quando depositamos lá os frutos do nosso trabalho, quem nos garante, o que nos oferecem em garantia, qual a nossa real segurança... nenhuma, isso é fato, nem um rodo ou vassoura, nada nos é dado! Portanto caros iguais, é preciso mudar a mentalidade, é preciso entregar menos, informar menos. É preciso adequar os costumes do passado com as produções do presente, investir em nossas tulhas é investir no nosso futuro, se é que queremos continuar no ramo... Bom dia e boas colheitas a todos nós!

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    • CARLOS WILLIAM NASCIMENTOCAMPO MOURÃO - PR

      Excelente comentário do Angelo. Somente dá negativo os diretores de cooperativa . Quando vamos comprar um litro de glifosato temos que assinar promissória e ter garantia real, hipoteca em primeiro grau. Quando entregamos nossa safra, nos dão um papelinho sem nenhum valor legal. Não estou dizendo para vender fiado sem garantia, mas então que nos forneçam um comprovante de recibo de depósito. Como vamos saber se a cooperativa não está falida? Muitas já quebraram e outras tantas estão na bica de falir. Bem, são cooperativa só no nome. A mesma panelinha manda nelas há décadas. Este povo ama mesmo os cooperados.

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    • VICTOR ANGELO P FERREIRA VICTORVAPFNEPOMUCENO - MG

      Os compradores de café eram honestos, guardavam o seu café com o documento da palavra e repassavam o valor integral da venda ...sem di\er que buscavam na fazenda sem custos o seu produto...As cooperativas foram criadas para acabar com o pseudo poder dos compradores de café que foram efetivamente passados pras diretorias então criadas... Nós produtores somente temos a participação somente como Sócios, que não sabemos realmente de quê....(Se acontecer algum prejuízo, garanto que seremos acionados...)

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    • CELIO PORTO FERNANDES FILHOESPÍRITO SANTO DO PINHAL - SP

      O produtor publica e alardeia aos colegas o volume de cafe que depositou na Cooperativa. Ela por dua vez por varias razo~es inclusive por creditos publicos divulga o volume recebido e ou estocado. O comprador esconde seu estoque . Resultado: Unica saida é participar do mercado futuro , no fisico será preciso ter muita sorte para ter resultado bom.

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    • CARLOS WILLIAM NASCIMENTOCAMPO MOURÃO - PR

      Eis a dura realidade: o ÚNICO pode que o produtor tem é o de escolher o dia que vai vender a safra. Nada mais.

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    • CARLOS WILLIAM NASCIMENTOCAMPO MOURÃO - PR

      Poder.

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