Milho perde 40 m/t com chuvas no Corn Belt e trigo reduz pela metade da produção com neve no Kansas.

Publicado em 01/05/2017 17:52
Chuvas deverão continuar até o final de semana, dando chance de preços melhores para os produtores brasileiros. Confira a entrevista com Vlamir Brandalizze,
Confira a entrevista com Vlamir Brandalizze - Analista de Mercado

Nesta segunda-feira (1), os preços subiram fortes em Chicago, devido a um final de semana com geadas no Corn Belt e alagamento nas áreas de milho nos Estados Unidos. Ainda deve ocorrer mais dois dias de chuvas fortes no país norte-americano e há uma previsão de frio por, pelo menos, mais cinco dias.

De acordo com o analista de mercado Vlamir Brandalizze, esses fatores trouxeram uma pressão positiva para o mercado da soja, que atingiu US$9,60/bushel no contrato maio. Se forem confirmadas as indicações climáticas ao longo da safra, esse preço pode chegar até mesmo a US$10/bushel.

De sábado para domingo, houve uma geada generalizada em campos de trigo, em fase sensível. O estado do Minessota ainda recebia neve na tarde de segunda-feira e esse frio não era esperado pelo produtor americano. Até quarta-feira, a temperatura em estados como Indiana, Illinois e Iowa deve ficar entre os 3º a 4ºC. Este fator, como lembra Brandalizze, é desfavorável e atrasa o plantio do milho.

Para o produtor de milho safrinha brasileiro, esta pode ser uma boa notícia. O analista destaca que é provável que os preços do cereal cheguem a R$30 para exportação no porto. Com mudanças no mercado cambial, ainda poderá haver mais um aumento nos preços.

A soja, como está na fase muito inicial do plantio nos Estados Unidos, ainda tem tempo para perder o fôlego altista ocasionado pelos fatos deste final de semana. Por isso, os produtores da oleaginosa devem ficar atentos a esses fatos. O trigo, por sua vez, pode consolidar grandes patamares de alta.

Mesmo com o problema de clima, os Estados Unidos ainda projetam uma superssafra e não há possibilidade, a curto prazo, de os preços se sustentarem por muito tempo, a não ser que as nevascas continuem afetando e prejudiquem, enfim, a soja americana.

Por: João Batista Olivi e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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