Clima quente e seco nos EUA, dólar em queda no Brasil e recompra de fundos dão suporte a mais um movimento de alta da soja

Publicado em 10/07/2017 12:34
Chicago começa a semana com ganhos de mais de 20 pontos nos principais vencimentos e recupera em 2 semanas, patamares de preços de 4 meses atrás
Miguel Biegai - Analista da OTCex Group

O mercado da soja tem mais uma sessão da alta na Bolsa de Chicago (CBOT), com mais de 20 pontos nos principais vencimentos. O que tem chamado a atenção dos operadores são os mapas climáticos para os Estados Unidos.

Miguel Biegai, analista de mercado da OTCEx Group, em Genebra (Suíça), destaca que o mapa de temperaturas de 15 a 19 de junho mostra temperaturas muito acima do normal nas Dakotas, região de trigo, enquanto o Corn Belt deve receber um bolsão de ar quente, com poucas chuvas. Ao mesmo tempo, este é o período mais crítico das lavouras de soja e milho, que precisam de umidade.

Assim, por precaução, os fundos estão desmontando as suas operações vendidas, ocasionando em altas muito fortes para a soja na CBOT. Este movimento começou com a divulgação do relatório de estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e foi impulsionado pelas notícias climáticas.

Se houver um movimento de realização, com chuvas nas áreas produtoras, o mercado pode cair para US$9,90/bushel em um movimento normal entre um a dois dias.

No Brasil, o dólar encontra uma queda, porém, menor frente à alta da soja, que acaba sendo mais relevante neste momento. A própria queda do dólar também ajuda a CBOT a encontrar novas altas, como aponta Biegai.

Com isso, ele destaca que os produtores estão aproveitando para vender, a medida em que o preço aumenta. Para a safra nova, os produtores também começam a mostrar mais ofertas, com preços para a entrega em fevereiro a R$78 no Porto de Paranaguá - apenas de oferta.

Por: e Izadora Pimenta

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mercado da soja encerra semana sob pressão sazonal em Chicago e cautela com eleições e câmbio no Brasil
Plantio de soja de MT atinge 10,23% e mantém atraso inicial, diz Imea
Soja recua em Chicago nesta 6ª feira com farelo caindo mais de 1% e demanda chinesa ainda no radar
Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil
Soja 26/27: chuva aperta janela no RS e exige precisão no plantio; especialista aponta estratégias para proteger produtividade
Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil