Mercado em Chicago recua com confirmação de chuvas no Brasil, avanço da colheita nos EUA , dólar index em alta e demanda fraca

Publicado em 02/10/2017 17:37
Tendência é de nova pressão nos preços com oferta da safra americana chegando ao mercado. No entanto, mercado climático no Brasil pode gerar oportunidade de negócios para a soja
Confira a entrevista com Ginaldo de Sousa - Diretor da Labhoro Corretora

Hoje, o mercado da soja encerrou de forma negativa na Bolsa de Chicago (CBOT), com quedas expressivas de dois dígitos nos principais vencimentos.

Ginaldo de Sousa, diretor da Labhoro Corretora, lembra que na sexta-feira o mercado precificou os números do relatório de estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mas que, entretanto, o órgão fez apenas uma alteração nos números de estoques residuais e de soja disponível nos Estados Unidos, ajustando estes números. Sendo assim, fisicamente, o estoque de soja continua lá.

No próximo dia 12 de outubro, o USDA deverá fazer ajustes nas posições de esmagamento, exportações e poderá deixar esse estoque maior ou reduzi-lo. "Mas sabemos, por antecipação, que muita coisa que estava na planilha de venda americana nao embarcou", salienta Sousa.

Hoje, quatro itens principais influenciaram a queda no mercado: a colheita norte-americana, que deve chegar aos 30% para a soja, o clima no Brasil, que contou com chuvas no último final de semana, a China fora do mercado em função do Feriado Dourado, que vai até a próxima segunda-feira e a força do dólar que, apesar de ter caído no Brasil, se mostra em altos níveis lá fora.

Na próxima semana, a pressão de colheita se inicia com mais força, quando os produtores colhem a safra e vendem no mercado. Se a soja romper os US$9,50/bushel na CBOT, esse fator pode pesar um pouco mais. Com isso, também deve sobrar "mais soja do que deveria" na América do Sul, já que Brasil e Argentina não embarcaram toda a oleaginosa prevista.

Entretanto, o clima na América do Sul ainda pode mostrar algumas surpresas daqui em diante, principalmente nos meses de novembro e dezembro, o que mexeria com os preços. No momento, o mercado não apresenta fundamentos do lado altista.

Fonte: Notícias Agrícolas

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