Em Passo Fundo (RS), ainda há umidade no solo, mas lavouras de soja precisam de chuvas nos próximos dias

Publicado em 05/01/2018 10:05
Chuvas registradas no final de ano aliviaram a preocupação dos produtores e melhoraram a umidade no solo. Porém, temperaturas seguem altas. Lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo na região. 26% da safra foi negociada, mas agricultores aguardam a retomada do patamar de R$ 70,00 a saca para novos negócios.

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Dilermando Rostirolla - Produtor Rural

 

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Em Passo Fundo/RS, os produtores rurais estão preocupados com as condições climáticas, visto que a chuva dos últimos dias contribuiu para a umidade no solo, mas as temperaturas estão elevadas. No estado, cerca de 84% das lavouras de soja estão em fase de desenvolvimento vegetativo, de acordo com último levantamento da Emater/RS.

O produtor rural e tesoureiro da Associação dos Cerealistas, Dilermando Rostirolla, destaca que pode haver uma quebra de produtividade, caso não chova nos próximos dias. Com isso, para essa temporada a perspectiva de produtividade média é de 60 sacas/ha. “Se for igual ao ano passado, eu vou ficar muito satisfeito”, ressalta.

Entretanto, é preciso ter cautela com o excesso de umidade no solo que pode contribuir para a proliferação da ferrugem asiática.  O Produtor aconselha buscar ajuda de profissionais para fazer os tratos culturais. “Vale a pena fazer esse investimento, pois se a ferrugem se instalar na lavoura a quebra é grande”, diz Rostirolla.

No caso do milho, os produtores rurais vão ter que buscar em outros estados, isso por que no Rio Grande do Sul não terá grandes quantidades de oferta por conta da redução de área cultivada nos últimos anos. “O meu conselho para o produtor é não vender o milho, pois os preços a R$ 22,00 a R$ 23,00 a saca, não remunera e nem cobre os custos de produção”, pontua.   

Comercialização

Na região, a comercialização  da soja está lenta devido ao câmbio e as incertezas climáticas, mas nesta temporada 26% já foi negociada antecipadamente com valores de R$ 62,00 a saca, muito diferente dos anos anteriores. No entanto, os agricultores esperam por preços em torno de R$ 70,00 a saca. “Diante desse cenário, seria um valor razoável e que acaba dando remuneração ao produtor”, finaliza Rostirolla. 

Por: Fernanda Custódio e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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