Em Palotina (PR), produtividade da soja deve recuar nesta safra diante da queda das vagens

Publicado em 19/01/2018 10:13
Situação é pontual e perspectiva geral ainda é de uma boa safra de soja na região. Algumas áreas já têm perdas consolidadas e agricultores deverão acionar o seguro. Com excesso de chuvas, preocupação é com a ferrugem asiática. Cenário deve impactar os custos de produção. Insegurança jurídica ocasionada pela questão indígena ainda deixa produtores apreensivos.

No Oeste do Paraná, o excesso de chuvas continua sendo uma preocupação dos produtores rurais e já ocasiona prejuízos às lavouras de soja. Em Palotina, com a queda das vagens, há uma perspectiva de redução no rendimento das lavouras para essa temporada. As perdas já são consolidadas, mas ainda não podem ser quantificadas.

Contudo, o vice-presidente do Sindicato Rural do município, Edmilson Zabot, reforça que alguns produtores estão otimistas com a colheita. "Tivemos um produtor que terminou a colheita nesta quinta-feira (18) em área de pivô e a produtividade média ficou ao redor de 184 sacas por alqueire", completa.

Ainda na visão da liderança, o problema com a queda de vagens não é generalizado. "Temos também uma falta de padrão nas vagens, estávamos acostumados com vagens com três grãos e agora temos casos com dois grãos, ou grãos falhados. Embora alguns produtores estão com as lavouras muito bonitas e ainda temos um período de manejo para o controle de pragas e doenças. E a expectativa ainda é um rendimento próximo de 150 sacas por alqueire", explica Zabot.

Pragas e Doenças

A umidade excessiva também dificultado as aplicações nas lavouras, o que pode encarecer os custos de produção nesta temporada. De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, o estado do Paraná lidera a incidência da doença, com 89 casos já confirmados.

"Sabemos que esse é um cenário que irá impactar os custos, mas ainda não conseguimos quantificar. Já os preços da saca da soja estão próximos de R$ 63,00 a saca na região, mas tivemos alguns contratos com valores de até R$ 70,00 a saca", pondera a liderança.

Safrinha de milho

As compras para a safrinha de milho já foram realizadas na região e, segundo Zabot, mesmo com a possibilidade de plantio fora da janela ideal, os agricultores irão investir no cereal. "Mesmo porque, nós do Oeste do Paraná, precisamos do milho para a produção de proteína animal", diz.

Questão indígena

Em contrapartida, a insegurança jurídica causada pela questão indígena na região ainda segue como uma das preocupações dos produtores na região. "Não são indígenas, é um povo que está sendo usado para trazer a desordem na nossa região. As perdas ocasionadas pelo clima são insignificantes se comparadas com as demarcações indígenas. E as demarcações em Guairá e Terra Roxa podem abrir precedentes e impactar os municípios vizinhos. Todo esse cenário poderá inviabilizar o agronegócio no Oeste do Paraná", desabafa o vice-presidente.

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Soja recua em Chicago nesta 6ª feira com farelo caindo mais de 1% e demanda chinesa ainda no radar
Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil
Soja 26/27: chuva aperta janela no RS e exige precisão no plantio; especialista aponta estratégias para proteger produtividade
Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil
StoneX vê safra de soja 26/27 do Brasil em 183,36 mi t e menor exportação de milho em 25/26
Entrada da nova safra americana no mercado traz pressão sazonal sobre a soja de Chicago, mas clima do BR permanece no radar