Realização de lucros, vendas fracas de soja americana e falta de consenso sobre clima na Argentina derrubam soja em Chicago
Nesta quinta-feira (01), o mercado da soja trabalhou em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), movimento que vem após um mês de janeiro bastante altista para os preços, como destaca Steve Cachia, diretor da Cerealpar e consultor do Kordin Grain Terminal, em Malta.
Segundo Cachia, as exportações semanais americanas abaixo do esperado e a incerteza em torno do clima na Argentina deram o tom deste movimento, que ele acredita ser apenas pontual.
A demanda continua forte, apesar de uma oferta elevada a nível mundial. Contudo, os próximos movimentos irão depender da postura dos fundos e dos especuladores.
Diversos institutos também divergem em suas previsões para a safra argentina, para a qual o diretor diz ainda ser cedo para falar das perdas. O mercado de farelo de soja, do qual o país sul-americano é o maior exportador mundial, reage com mais força, mas a soja só irá reagir efetivamente se forem confirmadas perdas acima de 10 milhões de toneladas.
Com essa indefinição, a comercialização também encontra momentos interessantes. Nesta semana, houve uma combinação de Chicago e dólar em alta que trouxe uma melhora para os preços no mercado interno. Desta maneira, Cachia acredita que é válido participar neste momento, principalmente se o produtor estiver com a comercialização atrasada.