Demanda fraca por soja americana,desmonte dos prêmios de risco climático da Argentina e dólar em alta pressionam soja em Chicago
Nesta sexta-feira (02), a soja teve mais uma sessão negativa na Bolsa de Chicago (CBOT), com quedas de 4 a 5 pontos nos principais vencimentos.
Flávio França Jr., consultor de agronegócios, destaca que houve um "desmonte" das operações de prêmio de risco climático na Argentina, situação que ele avalia como precoce, já que o clima continua irregular no país e até 40% da safra sofre com a falta de umidade. Há, contudo, bastante divergência entre as estimativas de safra e entre os mapas de clima. Por sua vez, o dólar também se mostra com mais força e os prêmios norte-americanos estão altos.
A colheita no Brasil está em 5,6%, contra 10% do ano passado e uma média de cinco anos em 7,9%. O avanço no Mato Grosso ainda não foi tão forte e a entrada da safra do Paraná está atrasada em função do desenvolvimento das lavouras, mas nada que seja alarmante até o momento.
A comercialização, por sua vez, está em 33%, contra 37% do ano passado e média de 45%. O ritmo ainda é lento e o produtor não enxerga grandes motivações para realizar venda.
Ele destaca que, durante o mês de fevereiro, as cotações devem ter mais pressão no mercado físico em função da entrada de soja. Com isso, os produtores que possuem urgência em obter recursos podem enfrentar problemas pela frente.