Soja em Chicago perde mais de 50 cents em uma semana com falta de acordo entre China e EUA e clima favorável nas lavouras

Publicado em 08/06/2018 17:17
No Brasil, comercialização da safra segue travada com impasse sobre tabela de fretes, mas esse fator não deve impactar na formação de preços no curto prazo
Ginaldo de Sousa - Diretor da Labhoro Corretora

Podcast

Entrevista com Ginaldo de Sousa - Diretor da Labhoro Corretora sobre o Fechamento de Mercado da Soja

 

Download
 

Nesta sexta-feira (08), o mercado da soja teve mais um dia de queda na Bolsa de Chicago (CBOT), perdendo mais de US$0,50 no primeiro vencimento.

Ginaldo de Sousa, diretor da Labhoro Corretora, avalia que fatores como a ausência da China do mercado e o clima norte-americano, que, com exceção das Planícies, se mostra favorável para o desenvolvimento das lavouras, influenciam diretamente nas cotações negociadas.

Além disso, o dólar teve uma movimentação forte ao longo da semana e, hoje, a moeda americana caiu no Brasil muito mais do que subiu ontem. Na próxima semana, também está no radar um encontro de Donald Trump com Kim Jong-un e a divulgação de um novo relatório de oferta e demanda.

Sousa acredita que, se o clima continuar favorecendo o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, a produtividade de soja tende a ter um aumento e o mercado pode romper o patamar dos US$9,50/bushel. Um clima reverso seria um dos únicos fatores capazes de elevar os preços por agora.

 

Por: e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mercado da soja encerra semana sob pressão sazonal em Chicago e cautela com eleições e câmbio no Brasil
Plantio de soja de MT atinge 10,23% e mantém atraso inicial, diz Imea
Soja recua em Chicago nesta 6ª feira com farelo caindo mais de 1% e demanda chinesa ainda no radar
Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil
Soja 26/27: chuva aperta janela no RS e exige precisão no plantio; especialista aponta estratégias para proteger produtividade
Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil