Prêmios da soja no Brasil recuaram com alta do dólar e esfriamento da demanda chinesa que optou por compras nos EUA

Publicado em 03/04/2019 17:48
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Os prêmios que chegaram a 55 pontos nas últimas semanas, agora não passam dos 30 pontos
Mário Mariano Moraes Júnior - Analista da Novo Rumo Corretora

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Fechamento de Mercado da Soja - Mário Mariano Moraes Júnior - Analista da Novo Rumo Corretora

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Nesta quarta-feira (03), as cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o dia com leves quedas nos principais vencimentos.

Contudo, Mário Mariano Moraes Junior, analista da Novo Rumo Corretora, destaca que os estoques nos Estados Unidos não deverão ter uma redução significativa a curto prazo a ponto de elevar os preços na CBOT.

Não há acordo entre China e Estados Unidos neste momento. Mas os estoques chineses também estão em baixa - sinal de que a industrialização ainda é cara para que novas compras ocorram por parte do país asiático.

O mercado, assim, está carente de demanda e segue com estoques elevados. Neste momento, Moraes Junior visualiza que o acordo já está precificado e que não deve haver grandes surpresas daqui pra frente.

Para o analista, as inundações nos Estados Unidos também não devem afetar tanto no volume final da soja norte-americana. As perdas devem ficar em torno de 500 mil toneladas - o que não faria diferença frente a uma safra de 115 milhões de toneladas.

No Brasil, ele visualiza que os produtores têm conseguido exportar e que essa exportação é significativa para enxugar os estoques no decorrer do ano. Com dificuldade no esmagamento, os chineses também podem passar a importar farelo.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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