Relatório do USDA repetiu números sobre área plantada, que já tinham sido ignorados pelo mercado no final de junho

Publicado em 11/07/2019 17:51 e atualizado em 12/07/2019 16:47
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O clima e os impactos sobre o desenvolvimento das lavoura nos EUA vão nortear preços da soja em Chicago a partir de agora
Ginaldo de Sousa - Diretor Geral do Grupo Labhoro

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Sobre o recente relatório divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o Notícias Agrícolas entrevistou Ginaldo de Sousa, diretor geral do grupo Labhoro, sobre as reações do mercado com relação as recentes informações da safra de grãos dos Estados Unidos. 

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Ginaldo disse que o mercado recebeu os recentes números com descrença, caso contrário os preços tanto para soja quanto para o milho teriam tido maior variação do que o registrado pela CBOT (bolsa de Chicago). Como exemplo, ele citou que o atual relatório apresentou uma diminuição de área de cerca de 5 milhões de acres para soja e aumento de 5 milhões de acres para o milho.

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Ele diz ainda que as condições das lavouras americanas podem melhorar, já que o clima mais seco e estável é favorável para a recuperação das áreas afetadas pelas chuvas, porém essas informações só serão divulgadas no próximo relatório. Outra preocupação citada por Ginaldo é com relação à demanda, já que os estoques americanos podem sofrer um grande impacto com a China comprando cada vez menos grãos.

Além da guerra comercial entre os dois países, a peste suína africana tem feito que o país asiático importasse menos grãos, já que o abate de animais fez com que o plantel diminuísse consideravelmente. A demanda menor afeta também o Brasil, que esse ano exportou 44,5 milhões de toneladas de soja para a China.

Por: Aleksander Horta e Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

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