Soja em Chicago atinge melhor patamar dos últimos 17 meses e viés é de alta para as cotações

Publicado em 09/10/2019 17:24 e atualizado em 09/10/2019 22:12
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Produtores brasileiros adotam posição defensiva nas negociações diante de incertezas sobre o avanço no plantio
Camilo Motter - Granoeste Corretora de Cereais

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Entrevista com Camilo Motter - Granoeste Corretora de Cereais sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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Após começar o dia animado, o mercado da soja encerrou esta quarta-feira (09) com ganhos acima dos 2 pontos nos principais contratos. Para Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais, a alta foi uma resposta do mercado com relação a China, que tem demonstrado disposição em realizar novas compras de produtos agropecuários dos Estados Unidos.

O clima é outro fator que tem feito os preços se solidifarem em patamares entre US$ 9,20 e US$ 9,50, já que a colheita americana segue atrasada e os riscos climáticos podem diminuir a produtividade das lavouras nos EUA. Nesta quinta-feira (10), a expectativa é com relação ao próximo relatório mensal do USDA, que pode trazer um corte tanto na produção quanto nos estoques do país.

De acordo com Motter, hoje foi o melhor momento para a soja desde junho do ano passado, com patamares de preços cada vez mais sólidos. Mesmo assim, o mercado interno brasileiro segue em ritmo lento, com produtores rurais preocupados com as condições de plantio da safra 19/20.

Em Não-Me-Toque/RS e Cascavel/PR, a saca de 60 kg estava sendo comercializada a R$ 75,50, alta de 0,67%. Em Rio Verde/GO, o preço da soja ficou em R$ 71, alta de 1,43%, no oeste da Bahia, o preço ficou em R$ 74,50, alta de 1,36%. No Porto de Paranaguá, a soja disponivel foi comercializada a R$ 88 (+ 1,38%) e os contratos para março de 2020 foram negociados a R$ 86,50 (+ 1,17%).

Por: Aleksander Horta e Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

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