Plantio da soja na Bahia deve ganhar força após dia 25 de outubro e produtores se preocupam com a ferrugem asiática

Publicado em 11/10/2019 11:47
Fiscalização durante o vazio sanitário encontrou focos do fungo da ferrugem em plantas guaxas e um produtor do oeste do estado realizou seu plantio 23 dias antes do término do vazio sanitário. Recomendação é para atenção e aplicação de mais defensivos para manter expectativa de alta produtividade.
Alan Juliani - Presidente da Aprosoja Bahia

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Plantio da soja na Bahia deve ganhar força após dia 25 de outubro e produtores se preocupam com a ferrugem asiática

 

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O plantio da soja na Bahia está um pouco atrasada com relação à safra passada, mas deve ser efetuado dentro da média histórica do estado. A expectativa é de que os trabalhos possam avançar após a confirmação das chuva previstas para os dias 22 e 25 de outubro.

Segundo o presidente da Aprosoja BA, Alan Juliani, após o início da semeadura o estado deve ter condições climáticas dentro na normalidade e produzir bem. A projeção da entidade é registrar média de produtividade de 66 sacas por hectare, patamar similar à safra 2017/18 e superior as 57 sacas da última safra 2018/19.

O que preocupa o produtor baiano neste momento é a possibilidade maior para a incidência da ferrugem asiática nesta safra. De acordo com Juliani, durante o vazio sanitário, que vai de 30 de junho à 08 de outubro, foram identificados esporos da doença em 70% das folhas analisadas de sojas guaxas.

Além disso, um produtor do oeste da Bahia realizou o plantio das suas lavouras 23 dias antes do término do vazio sanitário. O presidente explica que a propriedade chegou a ser notificada, mas o agricultor conseguiu uma liminar judicial para manter o cultivo e ainda impedir novas fiscalizações.

Diante disso, os produtores baianos devem ter que investir mais na utilização de defensivos para se proteger da ferrugem asiática que ronda as lavouras do estado.

Confira a entrevista completa com o presidente da Aprosoja BA no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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