Preço da soja no mercado interno perde força com dólar abaixo dos R$ 4 e movimento cambial passa a determinar rumo das cotações

Publicado em 28/10/2019 16:43
Soja em Chicago fica sem motivos para novas altas com avanço da colheita, diminuição dos riscos climáticos e consolidação da safra americana
Fernando Pimentel - Agrosecurity Consultoria

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Entrevista com Fernando Pimentel - Agrosecurity Consultoria sobre o Fechamento de Mercado da Soja

 

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Nessa segunda-feira (28), o mercado da soja fechou com leves altas, mas não o sufuciente para recuperar as quedas da semana passada. Para Fernando Pimentel, da Agrosecurity Consultoria, o resultado em Chicago se deve a dois fatores: o avanço da colheita nos EUA e a falta de novidades de um acordo comercial com a China. Com relação à colheita, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) relatou que o avanço foi menor que o esperado pelo mercado.

Leia: USDA: Colheita da soja e do milho avança nos EUA, mas abaixo das expectativas

No entanto, não há riscos de que a colheita enfrente problemas nos próximos dias, o que acarretará em mais pressão nos preços. Se China continuar não comparecendo nas compras de soja americana, os preços podem voltar ao patamar dos US$ 9. 

Para o mercado interno brasiileiro, o analista recomenda que o produtor fique de olho no câmbio. Após a aprovação da previdência, a moeda americana vem caindo vertiginosamente e encerrou o dia abaixo dos R$ 4. Com as reformas brasileiras em andamento, a tendência é que o Real se valorize ainda mais, com a possibilidade do câmbio ficar a R$ 3,90 em breve. O analista recomenda que o produtor participe do mercado antes que isso aconteça, pois a queda do dólar já se reflete no preço da saca, que no porto foi negociada a R$ 86. 

 

 

Por: Aleksander Horta e Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

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