Apesar de lenta até o momento, Ferrugem Asiática ainda pode aparecer com força nesta safra

Publicado em 07/01/2020 10:58
Pesquisadora da Embrapa Soja alerta para aumento no risco da presença da doença com pressão das condições climáticas com as chuvas de janeiro
Cláudia Vieira Godoy - Pesquisadora Embrapa Soja

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Apesar de lenta até o momento, Ferrugem Asiática ainda pode aparecer com força nesta safra

 

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Até o momento, o site do Consórcio Antiferrugem aponta a incidência de 25 casos da doença nas lavouras da safra de soja 2019/20 no Brasil. O líder do ranking é o Paraná, com 15 casos, seguido por Mato Grosso do Sul (4), Santa Catarina (2), Minas Gerais (1), Mato Grosso (1), Rio Grande do Sul (1) e São Paulo (1).

No mesmo período do ano passado, a safra 2018/19 já registrava 143 focos de Ferrugem Asiática, mas essa redução de 82% nos casos registrados não significa que a atual safra está livre dos riscos da doença.

A pesquisadora da Embrapa Soja, Cláudia Vieira Godoy, explica que a última safra registrou uma situação bastante peculiar com adiantamento do plantio e entrada da Ferrugem mais cedo, sendo interrompida pelo veranico entre dezembro e janeiro. Já neste ciclo, a semeadura aconteceu mais tardiamente e de maneira mais espalhada, deixando muitas lavouras jovens neste período de mais precipitações.

Sendo assim, o risco do número de casos da doença aumentar neste mês de janeiro, com as chuvas previstas, é grande e a safra 2019/20 pode até mesmo se encerrar com mais registrou do que a última temporada, que se encerrou com 402 focos no total.

A recomendação da pesquisadora é que o produtor siga monitorando suas lavouras e realizando as aplicações preventivas de defensivos. Caso algum foco seja identificado na região, este trabalho deve ser intensificado, inclusive utilizando produtos multissítios para potencializar a ação dos fungicidas.

Além disso, o produtor que identificar a presença da Ferrugem Asiática em suas lavouras pode acionar a Embrapa Soja ou algum laboratório conveniado ao Consórcio Antiferrugem para reportar o caso e auxiliar os demais colegas da região no controle do avanço da doença.

Confira a entrevista completa com a pesquisadora da Embrapa Soja no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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