Por que muitos produtores vão à falência depois de grandes safras?, Paulo Nicola responde

Publicado em 31/07/2020 16:53 e atualizado em 04/08/2020 10:31 5661 exibições
Paulo Roberto Nicola - Empresário e Produtor Rural na Região de Santiago/RS
Entrevista com Paulo Roberto Nicola sobre Gestão Financeira

 

 

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Entrevista com Paulo Roberto Nicola - Empresário e Produtor Rural na Região de Santiago/RS sobre a Gestão Financeira

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Na 5a. entrevista da série "Gestão financeira nas propriedades", o produtor e empresário Paulo Roberto Nicola comenta os fatores que colocam muitas propriedades em dificuldades financeiras após colheitas fartas, e de boas rentabilidades. A intenção de Nicola é a de incutir, na mente dos produtores, a necessidade de se fazer gestão, de coletar dados, de anotar e saber quanto ganha e quanto gasta em sua atividade.

-- "Fazendo média, ele saberá fazer a projeção financeira de sua propriedade", ensina Paulo Nicola. Veja a "aula" desta semana.(e acompanhem as aulas anteriores na pagina especial de Paulo Nicola, "Lucre Sempre Com a Soja", em nosso menu/especiais).

Paulo Nicola, autor de 2 livros, "Lucre Sempre com a Soja", e "A Lógica da Economia Rural", disponibiizou-os gratuitamente em sua página www.economiarural.com.br. Acompanhem as aulas em seus livros, gratuitamente, baixando o PDF.

 

Fonte:
Notícias Agrícolas

3 comentários

  • Roberto Cadore Cruz Alta - RS

    A meu ver, a decisão de fazer ou deixar de fazer o seguro de safra deve considerar os diferentes cenários de custo-benefício, ponderando as diferenças de cada região do estado, assim como o tipo de solo e as características das cultivares. Um item muito relevante que deve ser observado é o LMI/hect, o Limite Máximo de Indenização, ou seja, a importância segurada por hectare, que é expressa em R$/hect. e não em sc/hect, o que muda muito o resultado dos cálculos.  Portanto, tanto a IS, quanto a garantia em sc/hectare, devem ser levada em consideração pelos produtores.  A seguradora, em caso de sinistro,  pagará em em R$/hectare usando o PP, que é o Preço do Produto estabelecido na apólice e que nada tem haver com o preço de mercado.  Além disso, temos ainda as Informações de Riscos Não Cobertos, que é quase uma arapuca aos produtores.  No mais, a situação econômico-financeira do produtor é outro item importante,  assim como a expectativa climática. Tudo isso em conjunto expõe o produtor a um nível de risco... Creio que dentre as variáveis, a expectativa climática seria o maior determinante, e o que temos hoje, no caso do RS, é uma condição elevada de risco para estiagem no próximo verão... Enfim, o assunto é extenso e complexo, mas em resumo, mesmo sabendo das desvantagens, eu ainda assim farei o seguro.

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  • Paulo Roberto Nicola Santiago - RS

    Colegas agricultores, vou plantar 455 há, e tenho o seguinte raciocínio.... O seguro cobre 37,64 sc/há, e custa R$ 129.000,00 (equivalente a 2,84 sc/há). A) Se colher igual a minha pior safra em 16 anos, colherei 25 sc /há, assim sendo o seguro só me indenizará a diferença (12,64 sc/há). Resumindo, pagarei R$ 22,46 para cada R$ 100,00 segurado. B) Se eu colher 58 sc/há e fizer uma boa administração financeira, o seguro terá comido 20 % do meu Lucro Bruto. Conclusão: - A CADA 5 SAFRAS, UMA FAÇO PARA O SEGURO EM QUALQUER UMA DAS HIPÓTESES.

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Porque o preço cai mais do que o aumento de produçao... Exemplo: 350 sacas de milho a R$ 32 igual a 1.1200 ... 300 sacas a R$ 50 igual a 15.000 mais ou menos, isso o excesso de produçao vale zero... acho eu

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    • Paulo Roberto Nicola Santiago - RS

      Presado Carlo...Essa sua observação atesta a famosa lei da oferta e demanda... e mais uma vez se comprova que tendo-se uma Rotina de Comercialização de Safras e um pouco de liquidez, temos a alternativa de vendermos nossa produção no melhor momento -- melhorando assim nossos lucros, e não só quando precisamos pagar as contas.

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Se o agricultor tivesse um sindicato ativo e funcional, ele avisaria o agricultor do excesso, e orientaria sobre o percentual a ser retido por cada um para segurar o preço... haveria menos falencias.

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  • Rafael Antonio Tauffer Passo Fundo - RS

    O Seguro Agrícola vai consumir em torno de 20% da renda bruta, mas, aqui na minha região, o seguro cobre somente R$ 4 mil por hectare, ou seja, algo próximo de 40 sacas por hectare. Aqui o seguro multi-risco está custando 227 reais já descontada a subvenção. É como vc disse, Paulo, tem que fazer bem as contas.

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    • Adriano Andrighetti Paim filho - RS

      É eu tbm essa semana fiz várias cotações mas não dá vontade. Se tivesse um só para granizo até faria mas de resto pelos 37 SC não paga a pena

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    • Paulo Roberto Nicola Santiago - RS

      Colegas agricultores, vou plantar 455 há, e tenho o seguinte raciocínio.... O seguro cobre 37,64 sc/há, e custa R$ 129.000,00 (equivalente a 2,84 sc/há). A) Se colher igual a minha pior safra em 16 anos, colherei 25 sc /há, assim sendo o seguro só me indenizará a diferença (12,64 sc/há). Resumindo, pagarei R$ 22,46 para cada R$ 100,00 segurado. B) Se eu colher 58 sc/há e fizer uma boa administração financeira, o seguro terá comido 20 % do meu Lucro Bruto. Conclusão: - A CADA 5 SAFRAS, UMA FAÇO PARA O SEGURO EM QUALQUER UMA DAS HIPÓTESES.

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    • Rafael Antonio Tauffer Passo Fundo - RS

      Adriano, aqui na região de Passo Fundo o seguro multi-risco está custando 227 reais e o seguro só-granizo, 117 reais. Esses preços já é com subvenção.

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