Soja: EUA com estoques apertados e concentração da demanda são principal suporte de Chicago agora

Publicado em 11/11/2020 17:29 e atualizado em 11/11/2020 18:08
Mercado tem novo dia de altas com americanos com apenas 15 mi de t ainda a serem comercializadas na exportação frente a 10 meses para fim do ano comercial 2020/21. Clima adverso na América do Sul também permanece no radar dos traders.
Ginaldo de Sousa - Diretor Geral do Grupo Labhoro

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Entrevista com Ginaldo de Sousa - Diretor Geral do Grupo Labhoro sobre o Fechamento de Mercado da Soja

 

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Os preços da soja encerraram o pregão desta quarta-feira (11) em alta na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa terminaram o dia subindo pouco mais de 6 pontos nas posições mais negociadas, e com as cotações ainda acima dos US$ 11,40 e US$ 11,50 por bushel. 

Como explica o diretor do Grupo Labhoro, Ginaldo de Sousa, os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traduzem a apertadíssima relação de oferta e demanda. São apenas 15 milhões de toneladas a serem ainda comprometidas com a exportação pelo país nos próximos 10 meses de ano comercial 2020/21 de acordo com a estimativa para as exportações totais norte-americanas. 

"Não há espaço para perdas na safra sul-americana. O  Brasil tem que produzir uma super safra, 135 milhões de toneladas, para não termos um problema muito sério de abastecimento mundial", diz. Ainda assim, se observa irregularidades climáticas severas em importantes regiões produtoras do país que preocupam os produtores brasileiros. 

 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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