Demanda da China anima mercado e preços dos grãos têm dia de alta em Chicago; soja sobe mais de 20 pts

Publicado em 23/08/2022 17:31 e atualizado em 23/08/2022 18:20
Expectativa é de que país asiático compre de 13 a 15 milhões de toneladas de soja nos próximos 90 dias
Cristiano Palavro - Diretor da Pátria Agronegócios

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Demanda da China anima mercado e preços dos grãos tem dia de alta em Chicago

A terça-feira (23) terminou com altas de mais de 20 pontos entre os principais contratos negociados na Bolsa de Chicago e com o novembro - posição mais negociada neste momento - valendo US$ 14,61 por bushel. O vencimento maio, referência para a safra americana, encerrou o pregão com US$ 14,69. Embora o clima esteja chamando bastante atenção, os sinais de uma melhora da demanda chinesa pela oleaginosa foram os principais combustíveis para este segundo dia de avanços consideráveis na CBOT. 

"Temos a China em uma aceleração da demanda por farelo de soja e milho, os ingredientes da ração animal, e essa demanda fica clara nas vendas semanais de farelo - que vieram com uma melhora importante nas últimas semanas - e isso faz com que os estoques de derivados na China também caiam, sendo seis semanas de recuo para o farelo. E como ainda há uma demanda represada para os próximos seis meses, essa perspectiva de melhora no consumo de rações da China indica uma melhora no processamento e nas compras de soja importada", explica o analista de mercado e diretor da Pátria Agronegócios. 

Ainda segundo ele, as movimentações fortes no óleo se deram também como importante combustível para os ganhos que se registraram nesta terça. Além dos derivados, a redução na qualidade das lavouras americanas apontada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportada nesta segunda em seu reporte semanal de acompanhamento de safras. 

 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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