Financiamento caro, alta nos custos de produção e baixa nos preços das commodities podem afetar safra de soja no BR, diz presidente da Aprosoja MT

Publicado em 10/09/2024 11:00 e atualizado em 10/09/2024 12:19
Segundo Lucas Beber, ainda não é possível ter uma previsão assertiva do tamanho da safra, até porque faltam dados fechados sobre compra e entrega de sementes
Lucas Beber - Presidente da Aprosoja MT
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Financiamento caro, alta nos custos de produção e baixa nos preços das commodities podem afetar safra de soja no BR, diz presidented a Aprosoja MT

Para analisar a perspectiva da nova safra de soja Brasileira, Lucas Beber, presidente da Aprosoja Mato Grosso, afirma que é preciso considerar vários fatores, como a alta nos custos de produção, a baixa nos preços das commodities, que desestimulam o investimento. Isso leva à reflexão de que esse risco e a diminuição da renda, vai haver menos investimento. Não vejo muito aumento da produção.

"O plantio precisa começar, e para ter um dimensionamento de como será o tamanho da safra brasileira, nós precisamos ter, por exemplo, os números de venda e recebimento de sementes. Temos que considerar também que o financiamento agrícola hoje, para a grande maioria dos produtores, está com juros elevados, e desestimula o investimento na produção", apontou Beber. 

A liderança destacou também o número estimado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra brasileira, na casa das 168 milhões de toneladas, e aponta que este número é prejudicial para as negociações nacionais. Isso porque a perspectiva é muito otimista para uma safra que já começa com problemas, e que o Departamento demora a revisar estes números para baixo

Sobre a safra do Mato Grosso, segundo Beber, há várias questões que levam a um cenário não tão otimista, porque os níveis de água estão baixos, os níveis de água no solo, rios e reservatórios estão baixos. Há também o problema dos incêndios, já que a fumaça atrapalha na luminosidade e, consequentemente, na fotossíntese das plantas. Então mesmo quem vai plantar com irrigação, tem este problema.

"Quem arriscar já semear agora, já que o plantio foi liberado dia 7 de setembro, vai enfrentar este problema, porque você planta, tem pouca luminosiudade, e se a chuva demorar mais 15 dias pra chegar, a soja tende a ficar com um porte mais baixo e pode ter perda de portencial produtivo lá na frente".

A viabilidade econômica também é pontuada pelo líder da Aprosoja Mato Grosso, citando também os custos de produção, que têm aumentado, a renda têm diminuído, então o crescimento de área vem sendo menor ano a ano, e em 2024 não será diferente.

ESTADOS UNIDOS

Beber percorreu nos últimos dias algumas das principais regiões de plantio de soja e milho nos Estados Unidos, e aponta que as condições das lavouras estão, em geral, boas, mas que a estiagem ou a oscilação de temperaturas começam a causar impactos em algumas áreas. "Há também estragos causados pela mosca branca, já que os americanos tão têm a cultura e o capricho que o produtor brasileiro tem", disse.

Por: Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

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