Soja dispara em Chicago com USDA altista nesta 6ª, mas mercado é ainda mais complexo, explica consultor

Publicado em 10/01/2025 17:04 e atualizado em 10/01/2025 18:27
No Brasil, apesar de preços melhores, negócios foram limitados, com produtor ainda cauteloso diante do clima e conclusão da safra, além de monitoramento sobre o dólar e futuro das cotações na CBOT.
Ênio Fernandes - Consultor em Agronegócio da Terra Agronegócios
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Soja dispara em Chicago com USDA altista nesta 6ª, mas mercado é ainda mais complexo, explica consultor

O mercado da soja disparou na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (10), depois do relatório altista divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e encerrou o dia com altas de quase 30 pontos nos principais vencimentos, renovando suas máximas em meses. Os preços subiram de 21,25 a 27,25 pontos, com o março encerrando os negócios com US$ 10,25 e o maio com US$ 10,38 por bushel. 

O USDA trouxe seu novo reporte mensal de oferta e demanda com os estoques finais de soja dos EUA estimados em 10,34 milhões de toneladas, contra 12,8 milhões do boletim de dezembro. O USDA apontou ainda uma redução na safra norte-americana da oleaginosa de 121,42 para 118,84 milhões de toneladas, enquanto manteve as exportações em 49,67 milhões e o esmagamento em 68,7 milhões. 

Além disso, a produção mundial de soja também foi corrgida para menos e passou de 427,14 para 424,26 milhões de toneladas, baixando os estoques finais de 131,87 para 128,37 milhões de toneladas.

"Então, essa é uma oportunidade para quem está pouco vendido se proteger", afirmou Ênio Fernandes, consultor em agronegócio da Terra Agronegócios. "E temos uma grande dificuldade em entender quais serão as mínimas dos preços neste ano".

Apesar desse impulso importante vindo do relatório, Fernandes destacou a complexidade que o mercado da soja registra neste momento, pelos inúmeros fatores que estão às margens do caminhar das cotações, e o mais forte deles é o posicionamento de Donald Trump a partir da data de sua posse, em 20 de janeiro. E este posicionamento tende ainda a influenciar as decisões dos produtores norte-americanos para a safra 2025/26. "Este questão de Trump é disruptiva", diz o especialista. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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