Prêmios da soja disponível fecham semana ainda muito forte, próximos dos 200 pontos, e são principal suporte aos preços

Publicado em 03/10/2025 17:32 e atualizado em 03/10/2025 18:04
Ainda assim, mercado brasileiro tem semana de negócios mais limitados, com produtores focados no plantio. No cenário internacional, influência da política foi forte e foco segue sobre possibilidade de acordo entre China e EUA, além dos subsídios que receberão os produtores norte-americanos.
Victor Cazzo - Consultor de Mercado Venda na Hora Certa
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Mercado brasileiro tem semana de negócios mais limitados e preços estáveis, apesar da volatilidade de Chicago

 

O mercado da soja subiu, desceu, testou os dois lados da tabela ao longo de todo o dia, mas fechou o pregão desta sexta-feira (3) em queda na Bolsa de Chicago. As baixas ficaram entre 4,50 e 5,50 pontos nos contratos mais negociados, o que levou o novembro a US$ 10,17 e o maio a US$ 10,65 por bushel. 

Além dos grãos, os derivados também terminaram a sessão no vermelho. O óleo de soja trabalhou durante todo o dia em campo negativo, porém, o farelo de soja que subiu a maior parte do tempo, perdeu força e também foi para o lado negativo da tabela, encerrando os negócios com pouco mais de 0,3% de baixa nas posições mais negociadas. 

A semana foi de bastante volatilidade para os futuros da soja, tendo sofrido influência forte do cenário político, mas ainda pressionada pelos fundamentos. 

Seguem reverberando as declarações das autoridades americanas sobre o subsídio que os produtores rurais norte-americanos deverão receber na terça-feira, o que deixa a comercialização também mais lenta nos EUA. Do mesmo modo, a fala do presidente Donald Trump sobre colocar a soja no centro da conversa que terá com o líder chinês Xi Jinping ao final do mês também repercutiu e deu suporte aos ganhos observados nos últimos dias. 

No Brasil, a atenção dos produtores está sobre o plantio, sobre as condições de clima e, nos negócios, sobre o prêmio. Eles ainda têm sido o principal pilar para as cotações no mercado nacional, diante da volatilidade - e da pressão que ainda está vigente - em Chicago e do dólar baixo. E a movimentação dos trabalhos de campo no Brasil também pesa sobre as cotações. 

A colheita se desenvolvendo nos EUA, bem com a China ainda sem comprar soja norte-americana apesar de toda a especulação também seguem como limitadores do avanço dos preços na CBOT. 

No Brasil, a atenção dos produtores está sobre o plantio, sobre as condições de clima e, nos negócios, sobre o prêmio. Eles ainda têm sido o principal pilar para as cotações no mercado nacional, diante da volatilidade - e da pressão que ainda está vigente - em Chicago e do dólar baixo. E a movimentação dos trabalhos de campo no Brasil também pesa sobre as cotações. Os prêmios para a soja disponível seguem oscilando entre 170 e 180 pontos acima de Chicago e, para a soja da safra nova de 30 a 40 pontos.

Os novos negócios com a soja no Brasil, no entanto, ainda são pontuais, em especial com a safra nova. O consultor de mercado Victor Cazzo, da Venda na Hora Certa, explica o atual momento, na análise completa que faz no vídeo acima. Acompanhe!

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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