Soja fecha com mais de 13 pts de alta em Chicago com dados do USDA mostrando consumo forte e estoques apertados nos EUA para 26/27

Publicado em 12/05/2026 17:35 e atualizado em 12/05/2026 18:26
Impacto dos ganhos para o Brasil, porém, foram limitados com dólar ainda abaixo dos R$ 4,90 e pressão das altas da CBOT nos prêmios nacionais.
Matheus Willrich - Estrategista de Hedge na AUVP Agro
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Soja fecha com mais de 13 pts de alta em Chicago com dados do USDA mostrando consumo forte e estoques apertados nos EUA para 26/27

Os preços da soja fecharam com boas altas o pregão desta terça-feira (12) na Bolsa de Chicago, impulsionados pelos números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que reforçaram um quadro de demanda doméstica aquecida e estoques mais apertados no mercado norte-americano, em especial para a safra 2026/27. O movimento garantiu fortes ganhos aos principais contratos ao longo do dia e o mercado fechou a sessão com mais de 13 pontos de alta.

Os estoques finais da nova temporada - estimada em 120,7 milhões de toneladas - surpreenderam e foram estimados em 8,44 milhões de toneladas, bem abaixo da média das expectativas de 9,91 milhões. 

O relatório trouxe ainda as exportações de soja dos EUA projetadas em 44,36 milhões de toneladas, enquanto estima um esmagamento bastante robusto de 74,84 milhões de toneladas, o que ajuda a justificar os estoques norte-americanos mais ajustados. 

Além disso, o mercado também encontrou suporte no comportamento dos derivados negociados em Chicago. O óleo de soja avançou de forma consistente, refletindo a demanda ligada ao setor de biocombustíveis, enquanto o farelo também subiu diante da boa procura global. O avanço conjunto do complexo soja ajudou a ampliar os ganhos dos grãos.

O óleo terminou o dia com mais de 2% de alta e o farelo, mais de 1%. 

No Brasil, porém, o cenário foi diferente. Apesar da forte alta em Chicago, os preços da soja no mercado físico brasileiro encontraram dificuldades para avançar de forma mais expressiva. O dólar aindabaixo frente ao real limitou a formação dos preços internos, reduzindo parte da competitividade da commodity brasileira.

Além do câmbio, os prêmios nos portos foram pressionados pelos ganhos de Chicago, neutralizando, portanto, parte do suporte vindo de Chicago, mantendo a comercialização em ritmo mais moderado, como explicou Matheus Willrich, estrategista de hedge da AUVP Agro, em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta terça. Confira a análise completa no vídeo acima. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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