Preços da soja têm semana de altas no Brasil com estímulo do dólar e comercialização avança

Publicado em 19/06/2026 17:03
Em Chicago, últimos dias foram de volatilidade agressiva com mistura de fundamentos, especulações e interferência ainda forte da geopolítica. Mercado futuro pode testar patamares mais baixos.
Victor Cazzo - Consultor de Mercado Venda na Hora Certa
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Preços da soja têm semana de altas no Brasil com estímulo do dólar e comercialização avança

 

O mercado internacional da soja viveu uma semana de intensa volatilidade na Bolsa de Chicago, operando em um cabo de guerra técnico e fundamental. Se por um lado os fatores macroeconômicos e o avanço da safra norte-americana exerceram forte pressão sobre as cotações, por outro, os rumores de demanda  pela China nos EUA - confirmados posteriormente - trouxe certo equilíbrio ao mercado. Para as praças brasileiras, o estímulo principal veio do dólar, como explica o consultor de mercado Victor Cazzo, da Venda na Hora Certa.

Diante das incertezas fiscais locais e do cenário econômico global, a alta do dólar frente ao real foi robusta, sustentando patamares elevados.

Esse avanço cambial foi o principal combustível para a recuperação dos preços no mercado nacional. Mesmo com as quedas pontuais em Chicago, a valorização do dólar permitiu que os preços internos ganhassem fôlego. Praças de referência e portos como Paranaguá/PR viram seus indicadores voltarem a reagir, operando na casa dos R$ 133,00 a R$ 134,50 por saca. E assim, um volume melhor de negócios pôde ser ser observado nos últimos dias no Brasil. 

BOLSA DE CHICAGO

As atenções dos operadores seguem integralmente voltadas para o Hemisfério Norte. Os trabalhos de plantio da safra 2026/27 dos Estados Unidos caminham para a reta final e o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) segue indicando boas condições das lavouras, o que manteve o mercado limitado. 

Apesar do cenário favorável à produção, o clima dentro do Corn Belt adicionou uma pitada de cautela. Modelos climáticos começam a sugerir a aproximação de janelas de tempo mais seco e quente em algumas regiões produtoras, em especial em julho. Embora os mapas atuais garantam condições adequadas para a sequência do desenvolvimento, o mercado especula sobre o risco de estresse hídrico pontual nas próximas semanas. 

No ambiente macroeconômico, a semana foi marcada por importantes movimentações geopolíticas, em especial o anúncio de um acordo firmado entre o Irã e os Estados Unidos, o qual mexeu diretamente com o mercado de energia. Apesar de uma cópia eletrônica já ter sido assinada pelo presidente dos EUA e pelo presidente do Parlamento do Irã, a reunião oficial que aconteceria nesta sexta-feira (19) em Genebra foi adiada e colocou mais um sinal de alerta sobre as relações entre Washignton e Teerã. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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