Preços internacionais do açúcar moeram a receita das indústrias, mas gargalos na eficiência e custos em mais 27% também ajudaram

Publicado em 31/10/2017 15:04
Confira a entrevista com Júlio Borges - Sócio-Diretor da JOB economia e Planejamento
De outubro de 2015 em diante, as usinas conseguiram recuperar parte dos prejuízos de anos anteriores, mas nesta safra a velocidade de mudanças nos preços foi a surpresa, ainda que se soubesse dos excedentes da Índia e Tailândia. O etanol também não remunerou bem. O setor ainda precisa da melhoria das operações e não ficar preso só a preços, especialmente por operar historicamente em um mercado de margens muito estreitas. Para 18/19, sinal amarelo está aceso.

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Júlio Borges, sócio-diretor da JOB Economia e Planejamento, destaca que o mercado sucroenergético enfrentou uma "mudança muito forte e muito rápida, não prevista" nos últimos meses.

Até outubro de 2015, os preços estavam abaixo, com usinas em "situação lamentável". Após, o mercado se recuperou de forma rápida, sobretudo nos preços para o açúcar. Contudo, a partir da última safra, o excesso de oferta global de açúcar fez com que os preços voltassem novamente a patamares mais baixos, para ambos os produtos do mix.

Segundo Borges, o preço médio do açúcar está 20% abaixo do preço médio da safra passada no mesmo período, valor que não remunera a totalidade da depreciação e das despesas de produção. Para o etanol, os preços estão em torno de 9%.

Ele avalia que este excesso de oferta na produção a nível global já era previsto, mas que a velocidade no ajuste dos preços pegou o setor de surpresa.

Além disso, o sócio-diretor também aponta para a necessidade de uma estabilidade econômica e financeira para o setor antes do estabelecimento de um programa econômico como o RenovaBio. Para ele, a eficiência econômica é necessária para que o Brasil não perca competitivdade na cana de açúcar a nível nacional.

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Por:
Giovanni Lorenzon
Fonte:
Notícias Agrícolas

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