Açúcar: Início lento da safra 23/24 do Centro-Sul do BR dá suporte para altas nas bolsas de NY e Londres

Publicado em 12/05/2023 16:24 e atualizado em 12/05/2023 17:55
Com moagem ainda sem grande ritmo, produção de açúcar na 2ª quinzena de abril na principal região produtora do país totalizou apenas 988,97 mil toneladas, cerca de 5% acima do que no mesmo período da safra passada, e da 1ª quinzena do mês, mas bem abaixo do que o mercado esperava
Maurício Muruci - Analista da Safras & Mercado

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Açúcar: Início lento da safra 23/24 do Centro-Sul do BR dá suporte para altas nas bolsas de NY e Londres

As cotações futuras do açúcar finalizaram a sessão desta sexta-feira (12) com alta nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado teve suporte das preocupações com a oferta, principalmente por conta do início lento da safra 2023/24 do Centro-Sul do Brasil.

O vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York registrou alta de 0,77% no dia, cotado a 26,22 cents/lb, com máxima em 26,39 cents/lb e mínima de 26 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato saltou 1,39% no dia, a US$ 715,10 a tonelada.

Na semana, o principal vencimento do adoçante no terminal norte-americano saltou cerca de 0,50%.

"Os dados da Unica trouxeram moagem de cana e produção açúcar relativamente baixos para essa época do ano. A moagem de cana recuou 12%, o açúcar cresceu, mas cresceu num patamar muito menor do que costuma crescer nessa época do ano", explicou Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado.

A produção de açúcar na segunda quinzena de abril na região Centro-Sul totalizou 988,97 mil toneladas. Essa quantidade, quando comparada àquela registrada na safra 2022/2023 de 934,27 mil toneladas, representa um aumento de 5,85%.

O número também é acima das 541,9 mil toneladas registradas na primeira quinzena de abril, mês que marca o início da safra no Centro-Sul do país. Apesar disso, a S&P Global Commodity Insights esperava que a produção nesse período ficasse em 1,24 milhão de toneladas.

Além disso, permanecem no mercado as preocupações com a oferta global voltaram a dar suporte aos preços do açúcar com as safras menores do que o esperado em países da Ásia, principalmente Índia e Tailândia. Com isso, a dependência do mercado com a safra brasileira será grande.

No financeiro, por outro lado, o dia foi marcado por perdas de mais de 1% do petróleo, o que tende a impactar na decisão das usinas e nos combustíveis e influenciar no açúcar. Além disso, o dólar subiu sobre o real, o que tende a encorajar as exportações e pesar aos preços externos.

MERCADO INTERNO

Assim como no exterior, as atenções com o início lento da safra 2023/24 do Brasil também dão suporte aos preços internos. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi negociado a R$ 148,33 a saca de 50 kg com queda de 0,30%.

Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 161,37 a saca - estável, segundo dados da consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 27,87 c/lb e queda de 2,34%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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