Calor de até 35°C e umidade crítica mantêm alerta no Nordeste; litoral segue com chuva isolada
O Nordeste brasileiro deve seguir com dois cenários climáticos bastante distintos nos próximos dias. De acordo com o meteorologista Bruno Bainy, do Cepagri/Unicamp, as chuvas continuam concentradas na faixa litorânea e em áreas da Zona da Mata, enquanto o interior da região permanece sob influência de uma massa de ar seco, com temperaturas elevadas e baixos índices de umidade relativa do ar.
Segundo Bainy, a circulação dos ventos vindos do oceano segue favorecendo a formação de nuvens e pancadas de chuva ao longo do litoral.
A condição deve persistir nos próximos dias e ganhar um pouco mais de intensidade no extremo norte da região durante o final de semana.
"Temos essa faixa próxima do litoral e da Zona da Mata que deve manter chuva nos próximos dias por conta da influência dos ventos oceânicos. No final de semana, a condição de chuva aumenta um pouco mais no norte do Nordeste e até em áreas do interior do Ceará", explicou.
Já nas áreas mais afastadas do litoral, especialmente no semiárido, o cenário segue completamente diferente. A previsão indica tempo firme, poucas nuvens, calor intenso e umidade do ar em níveis bastante baixos.
O destaque fica para o oeste da Bahia, onde a cidade de Luís Eduardo Magalhães registrou na quarta-feira (24) a menor umidade relativa do ar do país, com apenas 14%.
"Muito seco e muito quente. As temperaturas seguem bem acima dos 30°C e não há previsão de chuva para os próximos dias", destacou o meteorologista.
Para regiões produtoras como Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, importantes polos de algodão do país, a expectativa é de manutenção do tempo firme, com máximas acima dos 30°C, baixos índices de umidade e ocorrência pontual de ventos mais fortes durante as tardes.
De acordo com Bainy, mesmo com períodos de maior nebulosidade em alguns momentos do dia, não há expectativa de precipitações significativas para o interior nordestino.
"O cenário permanece praticamente sem alterações. O tempo quente e seco continua predominando na região", concluiu.