Temperaturas abaixo do normal devem continuar nos próximos dias no sul do país
"Na tarde de sexta-feira, por conta dessa frente fria já mais organizada, a gente vê que sobre Cascavel, Umuarama e Guarapuava há possibilidade de tempestades, com maior potencial indicativo para o decorrer do dia", explicou o especialista durante o boletim jornalístico.
O meteorologista detalhou ainda que o ciclone atrai um corredor de umidade que interage com o ar quente e úmido em superfície, gerando nuvens carregadas em áreas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. O solo já encharcado em partes de São Paulo e Minas Gerais exige atenção, pois novos acumulados podem provocar transtornos pontuais.
Além disso, os mapas meteorológicos indicam que as precipitações ocorrerão de forma heterogênea sobre o território mato-grossense. Os maiores volumes estarão concentrados no oeste do estado, em municípios como Porto Esperidião (30,2 mm), Mirassol d'Oeste, Jauru, Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade (entre 13 mm e 30 mm). Por outro lado, polos agrícolas do centro e norte do estado, como Sorriso, Sinop e Nova Mutum, devem registrar acumulados modestos, abaixo de 10 mm na semana.
"De forma geral, o tempo vai ficar um pouco mais seco e as chuvas vão chegar pouco a pouco, mas ainda de forma irregular sobre Mato Grosso nos próximos dias", ponderou o meteorologista.
Nas regiões Norte e Nordeste, o padrão climático segue o comportamento típico da época. O interior nordestino, incluindo áreas do Matopiba (como o oeste da Bahia e sul do Maranhão) e a região de Petrolina (PE), permanece com tempo seco e volumes insignificantes de chuva. Em contrapartida, a umidade vinda do oceano aliada aos resquícios de sistemas frontais mantém o tempo instável na faixa litorânea do Nordeste, com volumes significativos entre Porto Seguro (45 mm), Ilhéus (32 mm), Maceió (23 mm) e o trecho entre Recife e Natal (18 mm a 30 mm).
Na Região Norte, o acumulado semanal mostra o retorno paulatino das chuvas a áreas que enfrentaram estiagem severa, como o Tocantins, com projeção de 12 mm para Palmas e até 20 mm na divisa com o Pará. No Amazonas, os volumes são maiores no interior, variando de 36 mm a 60 mm em pontos isolados, enquanto capitais como Manaus devem registrar cerca de 16 mm.