Temporais avançam e colocam o Sul em alerta para chuva forte e granizo
O tempo muda nos próximos dias com a chegada de uma nova frente fria. Depois de alguns dias de sol em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a chuva volta a ganhar força, com risco de temporais no Sul. Na sequência, as condições devem favorecer o retorno das chuvas às principais áreas agrícolas do Centro-Norte a partir da segunda quinzena de outubro.
Temporais severos no Sul
De acordo com o meteorologista Alexandre Nascimento, sócio-diretor da Nottus, os próximos sete dias serão marcados pelo retorno de temporais volumosos aos estados sulistas. O processo envolve a formação de um sistema de baixa pressão que evolui para ciclogênese e frontogênese, dando origem a um ciclone extratropical associado a uma nova frente fria.
"A chuva volta com força total ao Sul do Brasil, especialmente a partir de amanhã. Vem com pacote completo: risco de ventania, granizo, etc.", destacou Nascimento, lembrando que já existem alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para tempestades severas na região.
Avanço para o Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba
Enquanto o primeiro sistema frontal ficará mais restrito à porção Centro-Sul, um segundo evento previsto para a semana seguinte conseguirá romper o bloqueio e levar umidade para o interior do continente. A partir de 15 de outubro, a chuva sobe em direção ao Centro-Oeste e Sudeste, atingindo também faixas do Matopiba, incluindo Tocantins, oeste da Bahia e áreas do Pará.
"Na semana que vem, a chuva passa pelo Sul também, mas vem ocupar a região central do Brasil e vai para áreas do Matopiba", explicou meteorologista Alexandre Nascimento, da Nottus. Esse fluxo será sustentado pela circulação atmosférica que transporta umidade da região amazônica, contorna a Cordilheira dos Andes e abastece os sistemas frontais.
Nas projeções estendidas para o final de outubro e início de novembro, os mapas meteorológicos indicam uma regularização das precipitações na região central brasileira. O meteorologista ressalta que, embora os volumes acumulados possam ficar próximos ou ligeiramente abaixo da média climatológica até o fim do ano, a distribuição semanal das chuvas tende a atender as necessidades do setor produtivo.
* Com auxílio de IA