Super El Niño já influencia o clima e deve atingir seu pico em novembro
O fenômeno El Niño segue ganhando intensidade e já apresenta características históricas. De acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o mês de setembro registrou a maior intensidade do fenômeno quando comparado aos últimos 76 anos. Especialistas apontam que o evento ainda não atingiu seu ápice e deve se consolidar como um "Super El Niño" nos próximos meses, trazendo particularidades climáticas em relação a episódios anteriores.
Segundo a meteorologista Amanda Balbino, da Ampere Consultoria, as águas da superfície do Oceano Pacífico já registraram aquecimento anormal superior a 3 °C em outubro, com projeção de se aproximar dos 4 °C até o encerramento do mês. O auge do fenômeno está previsto para ocorrer entre novembro e dezembro.
"O pico mesmo desse fenômeno vem no novembro e no dezembro, especialmente ali no novembro, que aí a gente pode até ultrapassar os 4 °C em termos de anomalia ali da temperatura da superfície do mar do Oceano Pacífico. Já é um Super El Niño, no caso. Já vai ser um fenômeno sem precedentes nos próximos meses", explicou a meteorologista durante o programa.
Apesar da alta intensidade, o atual evento vem apresentando uma dinâmica distinta em comparação com outros anos de El Niño forte, como os observados em 2015 e 2023. Historicamente, períodos sob forte influência do fenômeno costumam impor seca severa e prolongada sobre as regiões Central e Norte do Brasil durante os meses de primavera e início de verão.
Para este ciclo, contudo, as previsões meteorológicas indicam um cenário mais favorável para a umidade nessas localidades. Conforme apontou Amanda Balbino, embora as precipitações ainda possam ficar abaixo da média climatológica, não se espera uma escassez extrema de água ou uma seca duradoura nessas áreas centrais e setentrionais, pois a circulação atmosférica observada tem favorecido a ocorrência de chuvas.
* Com auxílio de IA