Ágio do bezerro exige estratégia na pecuária

Publicado em 08/09/2026 16:20 e atualizado em 14/09/2026 13:21

O ágio do bezerro em relação ao boi gordo alcançou 41,3% em agosto, um dos maiores níveis dos últimos cinco anos. Esse cenário reforça a necessidade de os empresários da pecuária de corte avaliarem com mais atenção a estrutura de custos e a integração entre cria, recria e engorda. Quando os diferentes elos da cadeia apresentam desequilíbrios, o impacto pode chegar diretamente ao resultado de quem termina o animal para o abate. Por isso, construir uma operação mais integrada pode melhorar a competitividade, reduzir riscos e contribuir para uma rentabilidade mais equilibrada ao longo da cadeia.

Outro ponto estratégico está no planejamento da reposição. Cada região possui uma vocação diferente dentro da pecuária, mas o produtor precisa antecipar seus movimentos e avaliar como o comportamento futuro do mercado pode afetar a disponibilidade e o custo dos animais. O cenário internacional também exige atenção, especialmente diante da redução do rebanho norte-americano após o abate de muitas matrizes. Para o Brasil, preservar a capacidade de reprodução e administrar corretamente a retenção de matrizes são medidas importantes para evitar desequilíbrios semelhantes. São muitas variáveis envolvidas, e a eficiência da pecuária dependerá cada vez mais da capacidade de gerenciá-las de forma integrada e estratégica.

Por: Marcelo Prado

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