CNA participa de debate sobre reforma tributária no Congresso Brasileiro do Direito do Agronegócio

Publicado em 30/03/2023 07:31 e atualizado em 30/03/2023 08:17
Evento ocorreu na quarta (29), em Brasília

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quarta (29), de um debate sobre o tema “Reforma Tributária e Regimes Fiscais Especiais”, no Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio, que acontece em Brasília. A CNA é uma das entidades que apoia o evento.

O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, foi o moderador do painel, que teve a presença de João Lima Junior, sócio do escritório Lima Junior Domene e Advogados Associados; José Francisco Barreto, gerente tributário da Amaggi; e Paulo Vaz, professor do Insper e sócio do VBSO Advogados.

Na abertura do debate, Conchon reforçou a necessidade de construção de uma reforma tributária que viabilize a produção agropecuária, a partir de um modelo que respeite as particularidades do ago. “As peculiaridades devem ser observadas. Por isso devemos discutir um tratamento diferenciado para pautar o Congresso Nacional com nossas observações e sugestões para viabilizar a reforma”, ressaltou.

Paulo Vaz afirmou que a reforma é fundamental, mas precisamos saber qual reforma queremos. Queremos aumentar arrecadação ou trazer mais eficiência para o país? É necessário levar em consideração o ambiente que estamos vivendo hoje”.

Segundo José Francisco Barreto, o agro terá aumento não apenas de carga tributária e dos custos de produção, pagará mais caro para captar recursos para investir na produção com a PEC 45 e a PEC 110, que propõem a criação de impostos únicos (IVA e IBS) na faixa de 25%.

“É preciso sim um tratamento diferenciado porque o setor é diferente. Países com sistemas de imposto único dão esse tratamento ao agro. A preocupação do setor faz todo sentido e precisa ser levada a sério”, afirmou.

Barreto disse também que o repasse do aumento da tributação na exportação de commodities não depende do produtor, mas sim do mercado internacional.

Já João Lima Júnior avaliou que os pequenos produtores, que são a maior parcela do agro, serão os mais prejudicados. “Não podemos regredir porque o que temos hoje são conquistas da sociedade, do agro e do cidadão que tem de comer”.

Ele também acrescentou que os consumidores terão aumento do custo com repasse do aumento tributário nos preços dos alimentos.

Fonte: CNA

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Como o Agro está se preparando para a Nova Lei Tributária
Presidente da Cooxupé confirma safra de café 20% maior, mas descarta super oferta
CNA propõe zerar alíquotas do adicional de frete para renovação da Marinha Mercante
Femagri 2026 começa nesta 4ª feira com cobertura exclusiva do Notícias Agrícolas
Syngenta disponibiliza nova capacitação para agricultores com foco em pulverização tratorizada
Projeto do Seguro Rural avança e pode ser votado na próxima semana