Federações do Sudeste sugerem alteração no limite de renda para acesso a programas

Publicado em 21/03/2025 09:39
CNA promoveu encontro, na quinta (20), para discutir propostas para o Plano Safra

As Federações de Agricultura e Pecuária da Região Sudeste sugeriram a alteração do limite de renda bruta agropecuária para enquadramento nos programas de crédito rural, durante encontro para discutir as propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2025/2026.

A reunião foi promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) na quinta (20), no Rio de Janeiro, e faz parte de uma agenda de debates entre produtores rurais, sindicatos, entidades setoriais e associações de cada região com o objetivo de reunir demandas do setor para o próximo Plano Safra.

Durante a discussão, os estados do Sudeste propuseram o aumento do limite de enquadramento dos produtores nos programas nacionais de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais.

Atualmente, o limite de renda bruta familiar para acesso ao Pronaf é de R$ 500 mil por ano e do Pronamp de até R$ 3 milhões. De acordo com relatos, produtores de diversas cadeias produtivas, como a do café, precisam de recursos do programa para custeio agropecuário e o aumento do limite é uma forma de atendar toda a demanda.

De acordo com o assessor técnico da CNA, Guilherme Rios, este ano será ainda mais desafiador para financiar a produção agropecuária, principalmente em razão do dólar, que aumenta os custos de produção, e do cenário econômico do país.

“A alta do dólar aumenta os custos de produção dos alimentos, pois boa parte dos insumos utilizados são importados. Com o cenário adverso, os produtores precisarão de mais recursos para custeio e investimento e a probabilidade de um Plano Safra mais enxuto deverá ser um problema”, explicou Guilherme.

Outra demanda discutida foi o seguro rural e a falta de orçamento para atender os produtores. Na safra de 2024, a área coberta com os recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) até o momento totaliza 7,3 milhões de hectares. Em 2020, esse valor foi de 13,69 milhões.

“Nos últimos três anos, o seguro rural foi uma prioridade, principalmente por causa de problemas climáticos, como secas, enchentes, geadas. Todos os anos a CNA destaca a importância dessa ferramenta para amparar os produtores, mas os recursos continuam sendo reduzidos ou contingenciados”, destacou Rios.

A próxima reunião será realizada na sexta (21), em Cuiabá (MT), e reunirá as federações, produtores e sindicatos dos estados da região Centro-Oeste.

Fonte: FAERJ

NOTÍCIAS RELACIONADAS

No Agro, a Sucessão que Não se Conversa em Família se Disputa no Cartório
Onda de calor na UE ameaça perspectivas para oleaginosas, diz Expana
Plantio de safras de verão na Índia atrasa após início lento da monção
Aprosoja Tocantins apresenta proposta de cooperação ao embaixador do Japão para impulsionar o agro no estado
Embrapa e MCTI lançam projeto Sal da Terra em Pernambuco
AgroPorto inaugura agenda conjunta entre portos e agro para fortalecer a competitividade do Brasil