Após tarifaço, governo brasileiro mobiliza setores para definir resposta aos EUA

Publicado em 15/07/2025 10:48

Em resposta às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o governo brasileiro criou um comitê de trabalho interministerial e recebe nesta terça-feira (15), em Brasília, representantes de empresas exportadoras dos segmentos afetados. O objetivo é definir estratégias de negociação e articulação para reverter a decisão americana e mitigar seus impactos sobre a balança comercial.

A medida, que entra em vigor no dia 1º de agosto, deve atingir de forma significativa alguns dos principais produtos do agronegócio brasileiro, como carnes, suco de laranja, café, soja e milho. Os Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações do Brasil, com um volume superior a US$ 40 bilhões por ano.

“A tarifa imposta pelos EUA amplia o risco econômico em um momento delicado para o Brasil, marcado por déficit fiscal crescente e desaceleração da indústria. Só no caso do suco de laranja, por exemplo, os EUA concentram entre 25% e 30% das exportações brasileiras. O Brasil pode perder competitividade externa e vê sua principal âncora cambial, o superávit comercial, sob ameaça”, comenta Felipe Jordy.

Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro está à disposição para comentar os desdobramentos dessa medida no agronegócio nacional. Além disso, analisamos os impactos sobre os preços internacionais, a competitividade dos produtos brasileiros, os riscos para a próxima safra e o reposicionamento necessário dos produtores diante desse cenário.

Fonte: Biond Agro

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