Dia do Agronegócio: São Paulo lidera exportações do agro brasileiro e abre 2026 com superávit de US$ 1,31 bilhão

Publicado em 25/02/2026 12:24
Estado retoma liderança nacional nas exportações do agronegócio brasileiro; carnes e produtos florestais impulsionam resultado de janeiro

Neste 25 de fevereiro, Dia do Agronegócio, os números da balança comercial confirmam a relevância paulista no setor agropecuário brasileiro e mundial. Em janeiro, o setor registrou superávit de US$ 1,31 bilhão, resultado de US$ 1,84 bilhão em exportações frente a US$ 530 milhões em importações. O desempenho posiciona São Paulo como o maior exportador do agro brasileiro, responsável por 17,1% de todos os embarques do setor no país.

“São Paulo demonstra que liderança se constrói com eficiência, tecnologia e sustentabilidade. Nosso diferencial está na diversidade de culturas e na elevada produtividade em cada hectare plantado, que nos permite alcançar resultados expressivos e preservar a competitividade do agro paulista nos mercados internacionais. Esse desempenho é sustentado por investimento contínuo em inovação, pesquisa científica e boas práticas ambientais, consolidando um modelo que alia geração de riqueza, segurança alimentar e uso responsável dos recursos naturais”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

Mesmo com área territorial significativamente inferior a de outros grandes estados agrícolas, São Paulo lidera o ranking nacional, à frente de Mato Grosso (16,7%) e Minas Gerais (11,5%).

A participação do agro nas exportações totais do Estado chegou a 40,9% em janeiro, enquanto as importações do setor representaram apenas 8% do total estadual, reforçando o peso estratégico do campo na balança comercial paulista.

PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 25,3% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$465,32 milhões. Deste total, o açúcar representou 96,9% e o álcool etílico, etanol, 3,1%. Produtos florestais representaram 18,8% do volume exportado, com US$346,90 milhões, com 75,3% de celulose e 21,1% de papel. O setor de carnes veio logo em seguida com 16,6% das vendas externas do setor, totalizando US$305,81 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,8%. Sucos responderam por 8,9% de participação, somando US$163,86 milhões, dos quais 96,1% são referentes ao suco de laranja, e o café, com 7,2% de participação na pauta de exportações, somando US$132,50 milhões, 76,7% referentes ao café verde e 19,5% de café solúvel. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 76,8% das exportações do agronegócio paulista. E na décima posição fica o complexo soja, teve participação de 2,7% do total exportado, registrando US$49,96 milhões, 29,8% referentes à soja em grão e 48,1% de farelo de soja, com previsão de crescimento nas vendas externas a partir de fevereiro/26 com o início da colheita.

Vale dizer que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de produtos florestais (+22,8%), carnes (+11,6%) e complexo soja (+7,2%), e quedas nos grupos sucroalcooleiro (-25%), café (-20,4%) e sucos (-53,1%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

PRINCIPAIS DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES DO AGRO PAULISTA

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 21,9% de participação, adquirindo principalmente produtos florestais, carnes, fibras têxteis e itens do complexo soja. A União Europeia vem em seguida com 18,1% de participação, e os Estados Unidos somaram 8,1% de participação.

PARTICIPAÇÃO PAULISTA NO AGRO NACIONAL

No cenário nacional, o agronegócio paulista é líder de exportações, respondendo por 17,1% dos embarques do setor no Brasil. Em 2º lugar no ranking fica Mato Grosso (16,7%) e em seguida, Minas Gerais (11,5%).

A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Fonte: Secretaria de Agricultura de SP

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