Famato orienta produtores rurais sobre impactos da Reforma Tributária em Mato Grosso

Publicado em 21/04/2026 08:49
Palestra reforça a importância da adaptação ao novo sistema durante Workshop Tributário que percorrerá 7 municípios

O modelo brasileiro de cobrança de impostos é historicamente considerado complexo. Nesse contexto, a Reforma Tributária entrou em fase de implementação, iniciando um período de testes para adaptação a um modelo que busca simplificar a arrecadação. Em 2026, os produtores rurais já precisam se preparar para essa transição, inclusive registrando os novos tributos nas notas fiscais.

O analista Tributário José Cristóvão representando a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato), apresentará os principais impactos da Lei Complementar nº 214/2025, com o Workshop Tributário – Reforma Tributária e Imposto de Renda do Produtor Rural, organizado pelo Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso (CRC-MT), com apoio do Sistema Famato e percorrerá por 13 municípios do estado.

Segundo o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, embora, neste momento, as cobranças apareçam com alíquotas reduzidas (0,1% de IBS e ,9% de CBS), funcionando como uma simulação do modelo futuro, é necessário que os produtores rurais se adaptem ao novo sistema, que será oficialmente implementado em 2027, quando serão extintos o PIS e a COFINS, passando ser exigido o pagamento da CBS, cuja alíquota estimada para o agro é entre 3,6% e 4%. O processo só termina totalmente em 2033, quando o novo modelo estará completo.

“Levar informação para o campo é fundamental para evitar que prejuízos aconteçam no futuro. Esse período de testes é importante para adaptação e preparação para as mudanças maiores que virão nos próximos anos, evitando que o produtor seja surpreendido com grandes impactos financeiros”, avalia Vilmondes.

Durante a apresentação, José Cristóvão apresentou os fundamentos da substituição do sistema atual pelos novos tributos CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de âmbito federal, e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), além das mudanças estruturais na forma de apuração, especialmente no que se refere ao modelo de não cumulatividade plena e à chamada apuração assistida.

Na ocasião analisou os impactos práticos dessas alterações na rotina do produtor rural, com ênfase na emissão de documentos fiscais, na escrituração e no controle das operações.

“Essa palestra traz orientações objetivas sobre as adaptações necessárias ao novo sistema, incluindo maior rigor no preenchimento das notas fiscais, a correta classificação das operações e a importância da rastreabilidade das informações, aspectos fundamentais para evitar perda de créditos ou aumento indevido da carga tributária”, explica Cristovão.

Fonte: Famato

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