Trump diz que conversou com Xi sobre suspensão de sanções a empresas chinesas que compram petróleo iraniano

Publicado em 15/05/2026 09:19 e atualizado em 15/05/2026 12:17

Por Trevor Hunnicutt

A BORDO DO AIR FORCE ONE, 15 Mai (Reuters) - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que discutiu a suspensão de sanções a empresas chinesas que compram petróleo iraniano durante sua visita a Pequim e que tomará uma decisão em breve.

Recentemente, os EUA impuseram sanções a várias refinarias de petróleo chinesas por comprarem petróleo iraniano, incluindo a Hengli Petrochemical, uma das maiores refinarias privadas do país e um símbolo do esforço de Pequim para modernizar e atualizar o setor.

"Conversamos sobre isso e tomarei uma decisão nos próximos dias", disse Trump aos repórteres a bordo do Air Force One, logo após deixar Pequim depois de sua cúpula de dois dias com o presidente Xi Jinping.

Autoridades dos EUA, incluindo Trump, levantaram a possibilidade de a China comprar mais energia norte-americana durante a cúpula, embora as notas chinesas da reunião não tenham feito menção a nenhum acordo.

Trump disse que sua paciência com o Irã estava se esgotando e que havia concordado, nas conversas com Xi, que não se poderia permitir que Teerã tenha uma arma nuclear e que o país deveria reabrir o Estreito de Ormuz.

Ele também afirmou que não se importava que o Irã suspendesse seu programa nuclear por 20 anos, mas que deveria haver um compromisso "real" por parte de Teerã.

"Vinte anos é suficiente, mas o nível de garantia deles tem que ser de 20 anos reais", disse Trump.

 

Por: Trevor Hunnicutt, Susan Heavey e Jarrett Renshaw
Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

3tentos inicia operação de etanol de milho no Vale do Araguaia após autorização da ANP
Dólar se reaproxima da estabilidade com guerra EUA-Irã e ata do Fed no foco
China reabilita três frigoríficos brasileiros exportadores de carne bovina, diz Abiec
Trump participará da cúpula do G7 na França, informa Axios
Trump diz que guerra com Irã terminará "muito rapidamente"
ONU reduz previsão de crescimento global para 2,5%, culpando crise no Oriente Médio