Dólar se reaproxima da estabilidade com guerra EUA-Irã e ata do Fed no foco

Publicado em 20/05/2026 10:07 e atualizado em 20/05/2026 11:51

Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 20 Mai (Reuters) - Após abrir em leve baixa, o dólar se reaproximou da estabilidade ante o real nesta quarta-feira, enquanto no exterior a moeda norte-americana cede ante algumas divisas de países emergentes, com investidores atentos às negociações entre EUA e Irã enquanto esperam a divulgação da ata do último encontro do Federal Reserve.

Às 9h51, o dólar à vista cedia 0,03%, aos R$5,0400 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- recuava 0,15%, aos R$5,0535.

Na terça-feira, a moeda norte-americana à vista fechou o dia com alta de 0,86%, aos R$5,0416, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter admitido que se reuniu pessoalmente com o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, no fim de 2025. Na época, o banqueiro já havia passado por sua primeira prisão preventiva e estava utilizando uma tornozeleira eletrônica.

A admissão foi vista pelo mercado como mais um fator que enfraquece a candidatura de Flávio à Presidência, favorecendo a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesta manhã de quarta-feira, ainda sem novidades no campo político, os agentes se voltam novamente para o exterior, após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar na véspera que a guerra com o Irã terminará "muito rapidamente". O vice-presidente norte-americano, JD Vance, disse que houve progresso nas negociações.

A expectativa de um acordo abriu espaço para a queda do petróleo Brent nesta quarta-feira, ainda que o preço do barril se mantenha em níveis elevados, perto dos US$108.

Nos mercados de moedas, o dólar tinha variações contidas ante as demais divisas fortes, mas cedia ante moedas de emergentes como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano.

Os investidores aguardam a divulgação, às 15h, da ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve, em busca de pistas sobre o futuro da taxa de juros nos Estados Unidos.

O mercado tem elevado as apostas de que, em função da continuidade da guerra, que mantém bloqueado o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, o Fed poderá ser obrigado a subir juros no fim do ano para conter a inflação. Atualmente a taxa de juros norte-americana está na faixa de 3,50% a 3,75%, enquanto no Brasil a taxa Selic segue em 14,50%.

O diferencial de juros entre Brasil e EUA vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real em meses anteriores.

A guerra no Oriente Médio, no entanto, mexeu com os fluxos globais de recursos, inclusive para o Brasil. Mais recentemente, o escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro tem pressionado as cotações.

Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho.

(Edição de Isabel Versiani)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Fonte:
Reuters

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário