Itaú BBA viabiliza primeiro projeto do Eco Invest Brasil na Caatinga com a Agrovale

Publicado em 24/08/2026 10:52 e atualizado em 24/08/2026 11:25
Primeira operação do 2º Leilão do Programa Eco Invest Brasil no bioma apoiará a recuperação produtiva de áreas degradadas e a transição para uma agropecuária de baixo carbono

A Agrovale concluiu a estruturação técnica e financeira de um projeto voltado à recuperação produtiva de áreas degradadas, selecionado no âmbito do 2º Leilão do Programa Eco Invest Brasil, iniciativa do Governo Federal que fomenta a transição para uma economia de baixo carbono no setor agropecuário. O Itaú BBA atuou como instituição estruturadora e financiadora da operação, que representa a primeira iniciativa viabilizada pelo leilão para projetos na Caatinga.

A operação prevê financiamento de cerca de R$ 200 milhões, com prazo de sete anos, destinado à recuperação de áreas de canavial degradadas e à implantação de sistema de irrigação por gotejamento, trazendo maior eficiência e economia no uso dos recursos hídricos. As áreas da Agrovale estão localizadas no semiárido brasileiro, onde a precipitação média anual de cerca de 400 milímetros torna a irrigação essencial para a produção agrícola. A iniciativa tem como objetivo elevar a produtividade, promover o uso mais eficiente dos recursos hídricos e fortalecer a sustentabilidade da produção agrícola.

"É uma satisfação participar da estruturação da primeira operação do Eco Invest II voltada à recuperação produtiva de áreas degradadas no bioma Caatinga. Acreditamos que mecanismos financeiros como este são fundamentais para ampliar o acesso a capital destinado à transição para uma economia de baixo carbono, viabilizando investimentos que elevam a produtividade, promovem o uso mais eficiente dos recursos naturais e fortalecem a competitividade do agronegócio brasileiro no longo prazo", afirma Pedro Fernandes, diretor de Agronegócio do Itaú BBA.

A estratégia busca promover a melhoria da qualidade do solo, ampliar sua capacidade de retenção de matéria orgânica, fortalecer a sustentabilidade do sistema produtivo e contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE),  gerando benefícios ambientais e climáticos de longo prazo.

A expectativa é de um incremento de aproximadamente 223% na produção em comparação a sistemas convencionais de irrigação praticados na região. Ao longo da execução do projeto, a receita estimada com esses produtos é de aproximadamente R$ 1,3 bilhão, contribuindo para o desenvolvimento da economia regional.

"A operação reforça nosso compromisso com uma produção cada vez mais eficiente e sustentável. Este projeto permitirá modernizar nossas operações, aumentar a produtividade das áreas cultivadas e otimizar o uso da água, gerando benefícios ambientais e econômicos de longo prazo", conclui Juliana Alves, Superintendente Administrativo Financeiro da Agrovale.

Fonte: Itaú Unibanco

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