Indústria têxtil calcula prejuízos de R$ 50 milhões no Vale do Itajaí
Publicado em 01/12/2008 16:12
Importante pólo têxtil do país, o Vale do Itajaí também contabiliza os prejuízos
com as chuvas que arrasaram Santa Catarina nesta semana. Segundo o Sintex
(Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau e
Região), as perdas chegam a R$ 50 milhões com a paralisação de produção e
estragos às instalações das empresas. A entidade calcula que cerca 19,5 mil
trabalhadores do setor têxtil da região estejam parados em função das chuvas 30%
do total de 65 mil profissionais empregados nas empresas associadas ao Sintex.
Muitos deles não conseguem chegar até o trabalho e outros estão com as linhas de
produção suspensas. A estimativa, no entanto, é que a até a próxima quarta-feira
(3 de dezembro) a atividade volte ao normal na região, segundo o presidente do
sindicato, Ulrich Kuhn. O Sintex conta com cerca de 50 empresas associadas,
distribuídas em 18 municípios: Blumenau, Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Dona
Emma, Doutor Pedrinho, Gaspar, Ibirama, Indaial, José Boiteaux, Massaranduba,
Pomerode, Presidente Getúlio, Rio dos Cedros, Rodeio, Timbó, Vitor Meireles e
Witmarsun. Segundo dados do Sintex, o Estado de Santa Catarina é o segundo maior
pólo têxtil do país, com 15% da produção nacional. No Vale do Itajaí são 3.500
mil empresas, com faturamento de cerca de U$ 200 milhões (R$ 465,6 milhões)
mensais. Já o porto de Itajaí calcula prejuízo de ao menos US$ 350 milhões US$
35 mil ao dia. A administração afirma que 4% do PIB (Produto Interno Bruto)
brasileiro passa por este porto, responsável pela maior movimentação de carne
refrigerada do Brasil (principalmente de frango) e o segundo maior no fluxo de
cargas em contêineres. Sul do Estado No Sul do Estado, as empresas de cerâmica
também enfrentam problemas com o abastecimento de gás natural depois do
rompimento de um duto na cidade de Gaspar. Sem combustível para o processo de
produção, as empresas dispensaram os funcionários para uma licença remunerada
sem previsão de retorno. O conserto do duto pode levar três semanas. Depois
disso, as empresas ainda precisam de mais cinco dias para retomar o ritmo de
atividade. As perdas em faturamento podem chegar a R$ 130 milhões em um mês,
segundo estimativa do Sindiceram (Sindicato das Indústrias de Cerâmica para
Construção e de Olaria de Criciúma).
Fonte: Folha Online
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Folha Online