Cotonicultura baiana celebra os 26 anos da Abapa

Publicado em 01/06/2026 09:55

Cotonicultura baiana celebra os 26 anos da Abapa

 

Neste domingo, 31 de março, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão completa 26 anos, consolidada como uma das principais instituições do agronegócio brasileiro. Criada em 2000, a entidade nasceu para dar suporte técnico, institucional e político a uma cultura que começava a se estruturar no Oeste da Bahia: o algodão moderno, mecanizado e competitivo. Se no início o desafio era construir praticamente do zero as bases da cotonicultura, hoje a Abapa representa uma cadeia organizada, com atuação que vai da sustentabilidade à competitividade global.

Para a presidente Alessandra Zanotto Costa, esse percurso é resultado de uma construção coletiva. “Os desafios da cotonicultura baiana vão ficando mais complexos, no contexto de um mundo que está passando por grandes transformações, na geopolítica, na tecnologia, nas interações entre as pessoas e no consumo. Desde que assumi, junto com a diretoria eleita para o mandato 2025/2026, elegemos a palavra conexão como diretriz do que fazemos. Ela diz muito sobre o próprio conceito de cadeia produtiva, sobre a relação ancestral das pessoas com o algodão e com a função social do cotonicultor, sendo parte da solução de muitos problemas da atualidade, sobretudo os que dizem respeito a um consumo mais consciente”, afirma.

Essa trajetória foi construída ao longo de diferentes gestões, cada uma refletindo os desafios do seu tempo, desde a estruturação inicial à inserção internacional, passando pela organização da cadeia e pela ampliação do papel institucional da entidade.

Primeiro presidente da Abapa, João Carlos Jacobsen Rodrigues (2003/2004 e 2009/2010) relembra o ponto de partida. “Havia um descrédito enorme por causa do passado. Não tínhamos variedades, nem tecnologia, nem estrutura. Era uma cultura praticamente nova. Enfrentamos desafios legais, tributários e de competitividade com outros estados. Levamos essas pautas ao governo e assumimos um compromisso ousado: em dois anos, a Bahia se tornaria o segundo maior produtor de algodão do Brasil. E cumprimos.”

A organização da cadeia foi determinante para a virada. “Quando começamos a acessar o mercado externo, percebemos que precisávamos evoluir rapidamente. A classificação do algodão era outra, não seguia padrão internacional. Foi com o trabalho conjunto da Abapa, da Abrapa e de outras entidades que passamos a entender melhor o que o mercado exigia. Missões internacionais, troca de informações e aproximação com os compradores foram fundamentais. Hoje atendemos mercados altamente exigentes, e isso só foi possível graças à organização da cadeia. Sem as associações, esse avanço teria sido muito mais difícil.”, afirma Walter Horita, presidente nos biênios 2005/2006 e 2007/2008.

Para Isabel da Cunha (2011/2012 e 2013/2014), a essência da entidade está na continuidade. “Eu vejo a Abapa como algo que foi sonhado, construído e conduzido com muito cuidado. Uma instituição que cresceu sempre buscando se aperfeiçoar e encontrar soluções para os desafios da atividade. Quem assume a associação entende essa responsabilidade e precisa dar continuidade ao que foi construído, respeitando essa trajetória e olhando sempre para frente”.

A visão de longo prazo também marca a atuação da associação. “Estabelecemos metas importantes de expansão, e hoje vemos a associação se preparando para novos patamares. O algodão evoluiu muito em tecnologia e conhecimento, e a união dos produtores segue sendo um diferencial. Talvez por não sermos tantos, conseguimos alinhar melhor nossos objetivos. É um exemplo para outros setores do agro”, diz Celestino Zanella, presidente em 2015/2016.

Com o amadurecimento da cadeia, a Abapa ampliou sua atuação junto à sociedade. “Levar para a sociedade o que o agricultor faz e os benefícios que isso gera sempre foi uma preocupação. A Abapa teve um papel importante também nesse sentido, inclusive em iniciativas práticas. Um exemplo foi o projeto das estradas vicinais, a Patrulha Mecanizada. Começamos com manutenção e avançamos para o asfaltamento. Hoje são mais de 500 quilômetros, que transformaram a logística e a vida de quem vive e trabalha na região”, afirma Júlio Cézar Busato, presidente nos biênios 2017/2018 e 2019/2020.

Mais recentemente, a entidade reforça seu papel de integração e evolução contínua. “A associação segue evoluindo, buscando melhorar continuamente e envolver cada vez mais pessoas. Nosso papel também é gerar impacto positivo para quem está ao nosso redor.”, afirma Luiz Carlos Bergamaschi, presidente nos biênios 2021/2022 e 2023/2024.

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Fonte:
Abapa

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