Algodão inicia março com valorização no Brasil e atenção do mercado ao cenário internacional
O mercado de algodão iniciou março com preços em alta no Brasil, sustentados principalmente pela postura firme dos vendedores e por uma oferta mais restrita no mercado spot. Com menor disponibilidade da pluma, compradores com necessidade imediata têm mostrado maior flexibilidade nos valores pagos para garantir lotes com as características desejadas.
Dados do mercado indicam que as cotações do algodão em pluma registraram valorização no início do mês. Até o dia 9 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ alcançou R$ 3,5547 por libra-peso, acumulando alta próxima de 1% no período. O movimento reflete a oferta mais limitada e a postura firme de comercialização por parte dos vendedores.
Com parte dos produtores concentrados no desenvolvimento da próxima safra, o ritmo de disponibilidade no mercado spot segue mais restrito, contribuindo para sustentar as cotações em patamares mais elevados. Nesse contexto, os negócios ocorrem de forma seletiva, especialmente quando compradores buscam lotes com qualidade específica.
No cenário internacional, as cotações do algodão também avançaram na bolsa de Nova York. De acordo com análise da Safras & Mercado, o movimento ocorre enquanto os agentes acompanham as novas projeções de oferta e demanda divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Segundo o relatório de março do USDA, a produção norte-americana de algodão na temporada 2025/26 foi mantida em 13,92 milhões de fardos, enquanto as exportações são estimadas em 12 milhões de fardos e o consumo interno em 1,6 milhão de fardos. Os estoques finais dos Estados Unidos são projetados em 4,4 milhões de fardos.
Em termos globais, a produção mundial foi estimada em 120,99 milhões de fardos para 2025/26, com consumo projetado em 118,58 milhões de fardos e estoques finais em 76,39 milhões de fardos, conforme os dados analisados pela Safras & Mercado.
Para o Brasil, a projeção indica produção de 19,50 milhões de fardos na safra 2025/26, número superior à estimativa anterior e que reforça o papel do país entre os principais produtores e exportadores globais da fibra.
O mercado segue atento tanto à disponibilidade interna quanto ao comportamento da oferta e da demanda no cenário global, fatores que continuam influenciando a formação dos preços do algodão.