Algodão sobe pelo segundo dia seguido e acumula ganhos superiores a 5% em julho

Publicado em 31/07/2026 16:15 e atualizado em 31/07/2026 17:45
Analista destaca petróleo e dólar entre os fatores de alta desta 6ª feira (31)

Os preços do algodão encerraram a sessão desta sexta-feira (31) em alta na Bolsa de Nova York, com ganhos entre os principais contratos negociados. Com o desempenho do dia, os contratos também fecharam a semana e o mês em valorização.

O contrato dezembro/26 avançou 1,12 cent (+1,39%), encerrando o dia cotado a 81,79 cents/lb. O vencimento outubro/26 subiu 1,09 cent (+1,37%), fechando a 80,50 cents/lb. O março/27 registrou ganho de 1,11 cent (+1,35%), para 83,36 cents/lb, enquanto o maio/27 avançou 1,09 cent (+1,31%), terminando a sessão a 84,40 cents/lb.

Na comparação semanal, os contratos futuros do algodão registraram valorização em relação ao fechamento da sexta-feira anterior. O contrato dezembro/26 passou de 79,98 para 81,79 cents/lb, acumulando ganho de 1,81 cent (+2,26%) no período. O outubro/26 saiu de 78,55 para 80,50 cents/lb, com avanço de 1,95 cent (+2,48%). O março/27 passou de 81,64 para 83,36 cents/lb, registrando alta de 1,72 cent (+2,11%), enquanto o maio/27 avançou de 82,85 para 84,40 cents/lb, com valorização de 1,55 cent (+1,87%).

No acumulado de julho, os contratos também encerraram o mês em alta frente ao fechamento da primeira sessão. O dezembro/26 passou de 77,84 para 81,79 cents/lb, com valorização de 3,95 cents (+5,07%). O outubro/26 avançou de 76,05 para 80,50 cents/lb (+5,85%), enquanto o março/27 saiu de 79,19 para 83,36 cents/lb, acumulando ganho de 4,17 cents (+5,27%).

Segundo Gil Barabach, analista da Safras & Mercado, os principais fatores de sustentação das cotações nesta sexta-feira foram a alta do petróleo e a desvalorização do dólar. "O petróleo mexe com o custo dos concorrentes sintéticos e dá espaço para a alta da fibra natural. Já o dólar, ao perder valor, dá tração para as commodities, e o algodão pegou carona nesse movimento", explicou.

O analista acrescenta que as incertezas climáticas nos Estados Unidos continuam oferecendo suporte ao mercado. Embora as condições das lavouras tenham apresentado melhora nas últimas semanas, a preocupação com a seca ainda permanece no radar dos investidores em um período considerado decisivo para o desenvolvimento da safra norte-americana.

Para Barabach, a alta observada nesta sexta-feira faz parte de um movimento de valorização que vem sendo construído desde março, impulsionado inicialmente pelo avanço do petróleo e, posteriormente, por problemas climáticos em importantes regiões produtoras, como Estados Unidos, Índia e China. Esse cenário reforçou as expectativas de uma oferta global mais restrita na temporada 2026/27, ao mesmo tempo em que o mercado trabalha com perspectiva de recuperação do consumo da fibra.

Fonte: Notícias Agrícolas

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