Preços do algodão recuam na Bolsa de Nova York nesta 4ª feira (16)

Demanda por exportações dos EUA e uso de fibras sintéticas pesam sobre o mercado, segundo analista
Publicado em 16/09/2026 16:03

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Os preços do algodão encerraram a sessão desta quarta-feira (16) em queda na Bolsa de Nova York. O contrato outubro/26 recuou 0,66 cent (-0,81%), fechando a 80,44 cents/lb; o dezembro/26 perdeu 0,12 cent (-0,14%), para 84,36 cents/lb; o março/27 cedeu 0,10 cent (-0,11%), terminando a 86,89 cents/lb, enquanto o maio/27 caiu 0,03 cent (-0,03%), encerrando a 88,35 cents/lb.

Em análise publicada pelo Barchart, o analista Jim Wyckoff apontou a fraca demanda global pelas exportações norte-americanas, especialmente por parte da China, como um dos fatores observados no mercado. Segundo ele, as tendências de consumo de vestuário também vêm se afastando do algodão em favor das fibras sintéticas.

No mercado interno, o ritmo de comercialização de algodão em pluma perdeu força nos últimos dias, conforme levantamento do Cepea. Os agentes estão concentrados no cumprimento de contratos a termo e de embarques, enquanto o interesse por novas negociações no mercado spot permanece baixo.

O Centro de Pesquisas também apontou que a perda de força dos primeiros contratos negociados na Bolsa de Nova York desestimulou as transações no mercado brasileiro. Além disso, as divergências entre compradores e vendedores quanto aos preços e à qualidade dos lotes continuam limitando os fechamentos, que ocorrem de forma pontual.

Na produção brasileira, a Bahia caminha para encerrar a safra 2025/26 com a maior colheita de algodão de sua história. Segundo a Abapa, cerca de 80% da colheita já foi concluída e a produção deve superar 1 milhão de toneladas, com produtividade estimada em 2.360 quilos de pluma por hectare. Os dados apresentados na Câmara Setorial do Algodão apontam ainda para uma produção nacional de 4,14 milhões de toneladas de pluma na temporada, cultivadas em 1,99 milhão de hectares, com produtividade média de 2.076 quilos por hectare.

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